Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

Anatel publica regulamento para internet via rede elétrica - Terra - Internet

Anatel publica regulamento para internet via rede elétrica - Terra - Internet

Foi publicada nesta segunda-feira pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a medida que aprova o Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofreqüências por Sistemas de Banda Larga por meio de Redes de Energia Elétrica (BPL) no País. A Resolução 527, que libera a adoção da nova tecnologia de internet, cuja prestação é feita pela rede elétrica, define critérios técnicos para o oferecimento do serviço através de comunicação de dados utilizando radiofreqüência na faixa entre 1.705 kHz e 50MHz.

O sistema BPL será oferecido através da instalação de um modem feito com chips de silício, desenvolvido por empresas de equipamentos tecnológicos. Por cabos ligados à tomada com o formato de um plug, o aparelho irá conectar a rede elétrica ao computador, meio pelo qual será disponibilizado o acesso à web com velocidade de cerca de 200 megabits por segundo e por onde o BPL irá receber os dados informáticos.

"Ele funcionará como um conversor que você ligará na tomada e, a partir disso, terá acesso à internet no seu computador pela captação de dados repassados pela rede elétrica", explica Diana Tomimura, especialista em regulação da Anatel. "Esse equipamento poderá ser ligado em qualquer tomada residencial que forneça energia elétrica para que seja possível navegar no espaço virtual", complementa.

Ainda sem custo definido, o que depende da adesão ao produto e do interesse de fabricantes e prestadoras em oferecer a tecnologia, a internet via rede elétrica deverá ter, no entanto, um valor semelhante às assinaturas atuais de acesso à web. "A idéia é que este serviço seja competitivo no mercado de internet", diz Marco Antônio de Oliveira Tavares, gerente operacional de planejamento da Anatel.

Ele destaca também como diferencial do sistema BPL o benefício da capilaridade do acesso à energia elétrica no país, em mais de 90% das residências. "Temdo energia elétrica em casa, será possível ter acesso à internet", argumenta o gerente operacional. "Não será preciso ter linha telefônica para poder ter internet", reforça ainda a especialista Diana.

Os equipamentos que vão ser utilizados no sistema BPL deverão ter certificação de uso específica reconhecida pela Anatel. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) irá dispor sobre a prestação do serviço elétrico. As empresas interessadas em prestar serviços de internet em sistema de BPL devem apresentar à Anatel, no mínimo 30 dias antes do início de suas operações, informações referentes à criação e à manutenção de uma base de dados pública.

Até o dia 11 de maio, a Aneel fará uma consulta pública sobre o interesse em prestação de serviços de banda larga pela rede elétrica. Para o dia 13 de maio, está agendada uma reunião da Aneel, em Brasília, ocasião na qual serão decididas a redação final da regulamentação.

O BPL já é oferecido na Europa, a exemplo da Espanha, onde é oferecido por companhias especializadas em internet elétrica.

Redação Terra

Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

67 mil já bloquearam marketing por telefone, diz Procon - Estadao.com.br

Acabei de registrar o bloqueio das minhas linhas. Espero ardentemente que funcione.

67 mil já bloquearam marketing por telefone, diz Procon - Estadao.com.br

Cadastro é gratuito e bloqueio é feito em 30 dias após o registro no site da instituição de Defesa do Consumidor

Anne Warth, da Agência Estado

SÃO PAULO - Em apenas seis dias, 67.030 consumidores paulistas pediram o bloqueio de suas linhas telefônicas e não receberão mais ligações de telemarketing. O balanço é da Fundação Procon-SP, que recebe solicitações desde o dia 27 de março pelo site www.procon.sp.gov.br.

Até as 13h30 desta quarta-feira, 1º, 123.508 números de telefone foram cadastrados no site da entidade. Cada consumidor pode cadastrar a quantidade de telefones que quiser, fixos e celulares.

O cadastro é gratuito e o bloqueio será feito 30 dias após o registro no site do Procon. A solicitação deve ser feita pelo titular da linha, que deve informar CPF, RG e endereço.

O direito ao bloqueio de ligações de telemarketing está previsto na Lei Estadual 13.226/08, regulamentada pelo Decreto 53.921/08. As empresas que desobedecerem a determinação poderão pagar multa que varia de R$ 212 a R$ 3,1 milhões.

Se 30 dias após o cadastro o consumidor receber alguma ligação de telemarketing, poderá registrar uma reclamação no site do Procon sobre a empresa que o abordou, o horário da ligação e, se possível, o nome do atendente.

Segunda-feira, 9 de Março de 2009

Robô programado para amar tem "ataque obsessivo" - Terra - Robôs

Robô programado para amar tem "ataque obsessivo" - Terra - Robôs

Um robô programado para simular emoções humanas agiu fora do normal após passar um dia com uma pesquisadora. Ele tentou evitar que ela fosse embora, bloqueando a porta de passagem, e ficou exigindo abraços. A história está contada em diversos sites e blogs.

Kenji, um robô da Robotic Akimu, empresa ligada à Toshiba, foi programado para emular todo tipo de emoção humana, inclusive o amor. Depois de uma assistente de pesquisa passar vários dias com o robô para estudar seu comportamento e instalar novas rotinas de aplicativos, ele acabou aparentemente perdendo o controle.

Em um desses dias, quando a pesquisadora tentou ir embora, se surpreendeu ao encontrar Kenji na porta que dava passagem para a saída. Além de se recusar a desbloquear a passagem, o robô começou a abraçar a assistente de pesquisa repetidamente.

Ela só pôde sair após pedir socorro por telefone a outros membros da equipe que estavam fora da sala. Eles conseguiram desligar o robô pelas suas costas. O site CrunchGear relata que, além dos abraços, Kenji expressava seu amor pela vítima com ruídos estranhos.

De acordo com o site Geekologie, o Dr. Takahashi, um dos pesquisadores envolvidos no projeto, anunciou que Kenji deve ser desligado permanentemente. Mas o cientista, otimista, declarou que espera produzir outro robô que tenha sucesso onde Kenji falhou.

"Esse foi apenas um pequeno contratempo. Tenho plena fé que um dia viveremos lado a lado com eles, e que até possamos amar e ser amados por robôs", disse.

Geek

Quarta-feira, 4 de Março de 2009

Zona rural da Indonésia usa panelas para se conectar à internet - Estadao.com.br

Zona rural da Indonésia usa panelas para se conectar à internet - Estadao.com.br

Zona rural da Indonésia usa panelas para se conectar à internet

'Wajanbólicas' utilizam tubos de PVC e adaptador wi-fi para captar sinal, transmitido por emissoras de rádio locais

Juan Palop, da Efe

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'Wajanbólicas', sucesso na Indonésia

Efe

'Wajanbólicas', sucesso na Indonésia

JACARTA - A população mais pobre da ilha de Java, na Indonésia, tenta de todos as formas não ficar à margem da informação: em um prodigioso engenho, desenvolveram uma antena wi-fi para se conectarem a internet a partir da "wajan", uma panela tradicional semelhante ao "wok". "É um sucesso: elas são baratas, tornam acessível a informação, estimulam a comunicação e familiarizam as comunidades rurais com os meios de difusão", disse Edwin Jurriens, professor universitário australiano especializado em língua e cultura indonésias.

As "wajanbólicas" são rústicas antenas construídas a partir de uma "wajan" atravessada por um tubo de PVC com um adaptador wi-fi USB em seu interior. Esta é a pedra fundamental de uma nova iniciativa comunitária que tem por objetivo conectar a Indonésia rural com a rede. Os outros dois elementos necessários são um computador e a emissora de rádio local.

"O sinal de internet é transmitido pela antena da rádio local. Isto significa que a comunidade só precisa assinar uma internet, a da emissora", acrescenta Jurriens. A iniciativa começou em 2007, a partir de um modelo desenvolvido pelo guru indonésio das telecomunicações Onno Purbo, e começa a se difundir nas zonas rurais e empobrecidas do centro de Java, onde a conexão à mais barata das redes de internet toma um terço do salário médio na região.

Por enquanto, as "wajanbólicas" se instalaram em cerca de dez povados próximos a Yogyakarta, assim como em escolas educativos e universidades. Diversas oficinas de promoção, algumas com apoio público, estão divulgando suas possibilidades pelo arquipélago indonésio, um país com graves carência de infraestrutura e cerca de 100 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza.

A Indonésia tem 25 milhões de internautas, 10% de sua população, dos quais somente 241 mil possuem conexão de banda larga, segundo os dados da Associação de Provedores da internet da Indonésia (APJII) e a União Internacional das Telecomunicações (ITU). Nestas condições, Edwin Jurriens está convencido que as "wajanbólicas" têm potencial para se popularizarem em todo o país por anos.

Além disso, o acesso à internet também possibilita a comunicação entre os membros das comunidades, o que está fomentando a criação de conteúdos próprios, em formato escrito e audiovisual; e obrigando os governos locais a informar seus cidadãos. As antenas "Wajan" estão "tornando mais transparentes os processos de tomada de decisão das pequenas cidades", argumenta o professor australiano.

Jurriens considera que estes aparelhos são um grande passo para contribuir com o desenvolvimento econômico e democrático da área rural indonésia e de outros países em desenvolvimento. "Para as comunidades locais, o custo de receber e trocar informação relevante é frequentemente alto demais", afirma. "A internet comunitária pode fornecer alternativas para fechar o abismo entre ricos e pobres em termos de informação, e estimular uma distribuição mais justa do conhecimento."

Sábado, 7 de Fevereiro de 2009

Banana Pop __________________________________________________




Banana Pop __________________________________________________


Cientistas criam teletransporte por meio da luz -

Cientistas criam teletransporte por meio da luz -

Kenneth Chang

Estados Unidos


Sem o drama da frase de Alexander Graham Bell ao telefone, "Senhor Watson, venha cá!", ou o charme do Star Trek original, cientistas conseguiram ainda assim um marco nas comunicações: teletransportar a identidade quântica de um átomo para outro a alguns centímetros de distância.

A engenhoca responsável é um misto de câmara de vácuo, fibra ótica, lasers e divisores óticos semitransparentes no laboratório do Instituto Joint Quantum em Maryland, nos Estados Unidos. Mesmo no futuro distante, o teletransporte da série Star Trek provavelmente continuará uma fantasia, mas o mecanismo pode se tornar um importante componente em novos tipos de comunicação e computação.

O teletransporte quântico depende do entrelaçamento, um dos mais estranhos dos já muito estranhos aspectos da mecânica quântica. Duas partículas podem se "entrelaçar" em uma entidade única, uma mudança em uma instantaneamente modifica a outra mesmo se ela estiver a grandes distâncias. Físicos já demonstraram que conseguem usar o teletransporte para transferir informação de um fóton para outro e entre átomos próximos. Na nova pesquisa, os cientistas usaram a luz para transferir informação quântica entre dois átomos bem separados.

"Essa abordagem híbrida que demonstramos parece ser uma forma interessante de prosseguir," disse Christopher Monroe, físico da Universidade de Maryland e autor de um artigo descrevendo a pesquisa na edição de 23 de janeiro do periódico Science.

Os computadores digitais atuais armazenam informações com os números zero e um. Em um futuro computador quântico, um bit de informação poderá ser tanto zero quanto um ao mesmo tempo (em essência, o resultado de um jogo de cara ou coroa quântica seria tanto cara quanto coroa até que alguém de fato olhasse para a moeda, instante no qual a moeda se tornaria imediatamente uma das duas faces.) Em teoria, um computador quântico poderia calcular certos tipos de problemas muito mais rápido que computadores digitais.

No experimento, os dois íons de itérbio, resfriados a uma fração de um grau acima do zero absoluto, serviram de moedas quânticas. Um pulso de microondas registrou uma informação quântica em um deles; um segundo pulso de microondas pôs o íon no estado de probabilidades iguais de um cara ou coroa.

Um laser então induziu cada íon a emitir exatamente um fóton, coletado por uma lente e guiado através da fibra ótica para o divisor ótico, que poderia refletir os fótons ou deixá-los passar. Dois detectores os capturaram e então registraram os fótons. Como não se sabe qual fóton veio de qual átomo, os fótons ficaram "entrelaçados", significando que o comportamento das duas partículas pode ser explicado por apenas uma equação, embora não estivessem no mesmo lugar. E, estranhamente, já que os fótons foram emitidos pelos íons, os dois íons também se entrelaçaram.

"Essa é a mágica do entrelaçamento," disse Monroe. "Agora, os átomos estão entrelaçados. Os fótons não são mais importantes." A informação no primeiro íon foi então medida de uma forma que não a revelou e que a teleportou ao segundo íon.

Pela repetição do experimento e com muitas medições do segundo íon, os pesquisadores de Maryland e da Universidade de Michigan confirmaram que o segundo íon continha a informação que havia sido originalmente escrita no primeiro íon. O método não é particularmente prático no momento, porque falha quase todas as vezes. Apenas uma em cada 100 milhões de tentativas de teletransporte é bem-sucedida, levando 10 minutos para transferir um bit de informação quântica.

"Precisamos melhorar isso," disse Monroe. Mas ele disse que uma taxa de sucesso de um em 10 mil seria alta o suficiente para alguns usos. Tais sistemas poderiam ser usados como "repetidores quânticos" - lendo a informação de um fóton e então marcando essa informação em um novo fóton para o próximo salto de sua jornada de comunicação.

The New York Times

Terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

Cirurgia devolve virgindade e vida a mulheres muçulmanas Terra - Saúde

Cirurgia devolve virgindade e vida a mulheres muçulmanas Terra - Saúde

Elaine Sciolino e Souad Mekhennet

França



A operação que estava sendo realizada em uma clínica privada no Champs-Elysées, em Paris, envolvia um corte de forma semicircular, 10 pontos de sutura degradável e um preço de US$ 2,9 mil, com desconto. Mas para a paciente de 23 anos, uma francesa de ascendência marroquina natural da cidade de Montpellier, o procedimento de 30 minutos representava a chave para uma nova vida: a ilusão de virgindade.

» Veja: cirurgia devolve a virgindade

Como cada vez mais mulheres muçulmanas que vivem na Europa, ela passou por uma himenoplastia, ou restauração do hímen, a fina membrana vaginal que normalmente só é rompida quando do primeiro intercurso. "Em minha cultura, não ser virgem é sujo", disse a estudante, acomodada em uma cama de hospital e à espera de cirurgia, na quinta-feira. "No momento, a virgindade é mais importante que a vida, para mim".

À medida que cresce a população muçulmana da Europa, muitas jovens muçulmanas se vêem apanhadas entre as liberdades que a sociedade européia propicia e o apego das gerações de seus pais e avós às tradições mais profundas.

Ginecologistas informam que, nos últimos anos, mais mulheres muçulmanas vêm requisitando certificados de virgindade para que os ofereçam como prova a seus potenciais parceiros matrimoniais. Isso, por sua vez, gerou demanda entre os cirurgiões plásticos por operações de substituição de hímen, as quais, caso conduzidas devidamente, dizem eles, não podem ser detectadas e servirão, na noite de núpcias, para produzir o sangramento vaginal que é tido como prova de virgindade.

O serviço é anunciado abertamente na Internet; pacotes de turismo médico estão disponíveis para realizar a operação em países como a Tunísia, onde ela sai ainda mais barato. "Caso você seja uma mulher muçulmana criada nas sociedades européias, mais abertas, é muito fácil terminar fazendo sexo antes do casamento", disse o Dr. Hicham Mouallem, que trabalha em Londres e realiza esse tipo de cirurgia. "Assim, se a mulher deseja se casar com um muçulmano e não quer enfrentar problemas, ela pode tentar recapturar a virgindade".

Não existem estatísticas confiáveis sobre o procedimento, porque ele é realizado principalmente em clínicas privadas, e em alguns casos não é coberto pelos planos de saúde públicos, bancados por impostos.

Mas o tema da restauração do hímen é tão discutido que se tornou até tema de uma comédia que estréia nos cinemas da Itália esta semana. Corações Femininos conta a história de uma mulher nascida no Marrocos e radicada na Itália, que decide viajar a Casablanca para passar pela operação.

Um personagem brinca que ela deseja devolver ao zero o marcador de quilometragem de seu corpo. "Compreendemos que aquilo que víamos como uma prática esporádica na verdade era bastante comum", diz Davide Sordella, o diretor do filme. "Essas mulheres podem viver na Itália, adotar nossa mentalidade e vestir jeans, mas nos momentos realmente importantes elas nem sempre têm a força de contrariar sua cultura".

A questão é especialmente controversa na França, onde um debate renovado e como sempre feroz está sendo travado sobre um preconceito que muitos consideravam enterrado desde a revolução sexual do país, 40 anos atrás: a importância da virgindade feminina.

O furor público surgiu com a revelação, duas semanas atrás, de que um tribunal de Lille, no norte da França, havia anulado o casamento de dois muçulmanos franceses, realizado em 2006, porque o noivo descobriu que, ao contrário do que alegava, sua noiva não era virgem.

O drama doméstico tomou conta do país. O noivo, um engenheiro na casa dos 30 anos, cujo nome não foi divulgado, deixou o leito conjugal e anunciou aos convidados da festa de casamento, que ainda continuava, que sua noiva havia mentido sobre o passado. A mulher foi deixada na porta da casa de seus pais.

No dia seguinte, ele procurou um advogado, para anular o casamento. A noiva, então estudante de enfermagem, na casa dos 20 anos, confessou ter mentido, no tribunal, e disse que aceitava a anulação.

A decisão judicial não menciona a religião. Baseia-se, em lugar disso, no conceito de quebra de contrato, concluindo que o engenheiro havia aceitado o casamento com ela depois que sua futura mulher lhe foi descrita como "pura e casta".

Na França republicana e laica, o caso acaba envolvendo diversos assuntos delicados: a intrusão da religião na vida cotidiana; os motivos que podem justificar a dissolução legal de um casamento; e a igualdade dos sexos.

Esta semana surgiram apelos no Legislativo pela renúncia de Rachida Dati, a ministra da Justiça francesa, que anunciou que acataria a decisão, inicialmente. Dati, que é muçulmana, recuou e decretou um recurso.

Algumas feministas, advogados e médicos afirmam que a aceitação pelo país do papel central da virgindade, em um casamento, poderia encorajar mais mulheres muçulmanas francesas de origem africana ou árabe a recorrer a cirurgias de restauração de hímen. Há muito debate quanto a isso, para tentar determinar se as cirurgias representam um ato de liberação ou de repressão.

"O julgamento representou uma traição às muçulmanas da França", disse a escritora feminista Elisabeth Badinter. "Envia a essas mulheres uma mensagem de desespero ao alegar que a virgindade importa aos olhos da lei. Mais mulheres dirão a si mesmas que não podem correr esse risco, e por isso precisam recriar sua virgindade".

O drama da noiva rejeitada persuadiu a estudante de Montpellier a realizar a cirurgia. Ela insiste em que nunca fez sexo, e que só descobriu que seu hímen havia sido rompido, segundo ela em um acidente de equitação quando ela tinha 10 anos, ao tentar obter um certificado de virgindade que iria apresentar ao namorado e à família dele. "Subitamente, ser virgem voltou a ser importante na França", ela disse. "Compreendi que eu poderia ser vista exatamente como a mulher de que todo mundo está falando na televisão".

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times