domingo, 23 de setembro de 2012

De volta

Anos sem postar aqui. Muita coisa mudou, mas, como tudo é cíclico, cá estou. Vontade de escrever, e, desta vez, realmente escrever.
Muitos temas me passam pela cabeça, e estou meio sem saber como começar.
Tomando decisões, e na esperança de que, pelo menos, algumas coisas mudem, principalmente, dentro de mim. Porque a real mudança só pode ser dentro de si mesmo, impossível mudar o outro. Por mais que se argumente, que haja razões plausíveis, cada um tem seu tempo. Tempo de amadurecer, de refletir, de teimar em ficar na mesma até quando tudo diz que devemos mudar. Mudar de estratégia, de comportamento, até de corte de cabelo! É difícil ser quem se é. Cada ser é único, e a gente teima em se colocar numa caixinha, onde já estão tantos outros. Ser mais um, igual a tantos, na esperança de que dê menos trabalho... Ilusão! É só perda de tempo. Só há ganho em SER. O resto... bom, o resto é aprendizado.
Boas vindas a mim mesma!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Poluição deve ser maior causa de mortes, diz especialista -

Poluição deve ser maior causa de mortes, diz especialista -


Hermano Freitas

Direto de São Paulo


O ritmo acelerado das mudanças climáticas e a crescente poluição atmosférica devem ser as maiores ameaças à saúde do homem e a principal causa de mortes nos próximos anos. Esta é a conclusão do encontro mundial de médicos especialistas em Copenhagen, na Dinamarca, segundo o médico Paulo Saldiva.

Saldiva, que coordena o laboratório de poluição da Universidade de São Paulo (USP), foi o único brasileiro a participar. Ele afirma que a preocupação com as emissões de carbono deve ser formalizada em um documento, a ser elaborado no próximo mês, em novo encontro na Índia. A ideia é elaborar uma recomendação a ser entregue na próxima conferência sobre clima, que será realizada também em Copenhagen.

Após retornar do encontro da Associação Médica Mundial e da Organização Mundial da Saúde, realizado nesta semana, Saldiva criticou a timidez da resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que fixa em 2013 a data para que carros emitam a quantidade de carbono que hoje é produzida pelos carros americanos e europeus.

Confira os principais trechos da entrevista:

Como o senhor vê a última resolução do Conama?
Não podemos negar que há um avanço, mas é um avanço dentro de um retrocesso histórico. Do ponto de vista da saúde da população, continuaremos atrasados porque teremos em 2013 o que os EUA e os países da Europa têm hoje. Seguiremos defasados, portanto. Podemos dizer que foi um passo para a frente depois de 10 para trás.

Onde a medida poderia ter avançado mais?
Poderia ter sido aprofundada a questão da limpeza dos combustíveis. O diesel brasileiro ainda é péssimo, muito poluente. Enquanto seguirmos dando incentivos à indústria automobilística uma resolução como a do Conama parecem mais uma pirotecnia eleitoral do que um compromisso sério com a saúde da população.

A resolução é divulgada em meio ao debate sobre a exploração do Pré-Sal. Como fica a exploração do petróleo neste contexto?
O Pré-Sal está sendo vendido como uma panacéia para todos os problemas econômicos do País. Mas quem garante que daqui a 10 anos não será visto como um mico? O encontro de que participei concluiu que as mudanças climáticas e a poluição atmosférica será o maior problema de saúde e a principal causa de mortes. Na hora em que faltar comida e água ninguém vai lembrar do petróleo do Brasil.

Como reduzir, então, o consumo do combustível fóssil?
Precisamos de políticas sérias que levem em conta a saúde das pessoas. Sei que o representante de algum setor pode dizer que sou ingênuo, mas haverá alguns que perderão. Precisamos reduzir já o uso do solo para o automóvel, investir em transporte público, caminhar, usar bicicletas, reduzir as emissões de carbono. Não fiquei impressionado com (a resolução do) Conama, não me deu esperanças como médico nem como cidadão brasileiro.

Redação Terra

domingo, 16 de agosto de 2009

Embalagem de vidro volta às lojas - Economia - Estadão.com.br


Embalagem de vidro volta às lojas

Indústria retoma produção até de mamadeiras de vidro, aproveitando debate sobre supostos problemas no uso do plástico

Marili Ribeiro

Em setembro, retornam ao mercado as mamadeiras de vidro fabricadas no Brasil. Elas tinham desaparecido das gôndolas. Os modelos encontrados eram importados, já que a versão em plástico era a preferida do consumidor. A indústria líder do setor de embalagens de vidro no País, Owens-Illinois, associou-se a um laboratório para a investida. É uma primeira ação para aproveitar a crescente onda internacional que discute o uso de embalagens de plástico por causa da presença do elemento Bisphenol-A. Há uma discussão entre especialistas se essa substância pode provocar danos à saúde.

As mamadeiras de plásticos e derivados já foram proibidas no Canadá por causa dessa discussão, que vem crescendo e esquentando há dois anos tanto na América do Norte quanto na Europa. Aliás, não só elas. Outras embalagens da indústria do plástico estão na berlinda por serem usadas para alimentos e bebidas. Nos EUA, 20 dos 50 Estados americanos discutem o tema. Dois deles, Illinois e Minnesota, já aboliram.

Lucien Belmonte, superintendente da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas do Vidro (Abividro), reuniu, somente nos últimos dois meses, mais de 40 artigos publicados nos principais veículos estrangeiros sobre o assunto. "É uma briga de proporções semelhantes à que acabou provando os danos do amianto", diz ele. "Não duvido nada que, se continuar nesse caminho, vá se descobrir que o atacante Ronaldo não consegue emagrecer porque mamou muito em mamadeiras de plástico." Entre os estragos do Bisphenol-A estaria a obesidade.

No Brasil, o assunto ainda está fora dos holofotes. Mas está presente nos bastidores da indústria petroquímica. Aliás, dizem os defensores do vidro e de outros materiais como cartonados e alumínio, a poderosa indústria ligada à cadeia de produção de plástico não tem interesse no debate sobre o assunto. Mais de 50% das embalagens de produtos nas indústrias de alimentos, bebidas, cosméticos e farmacêutica é feita com derivados de plásticos. O custo menor é o principal apelo para a indústria.

"É uma discussão recorrente há dois anos, mas não se tem nenhum estudo científico conclusivo", diz Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Instituto Socioambiental dos Plásticos (Plastivida), uma entidade mantida pelas empresas do setor de plásticos. "O Bisphenol-A é utilizado basicamente na linha de policarbonatos, que atende a produção de mamadeiras. É um material que está na lista positiva da Anvisa (Resolução 105, que normatiza o que pode entrar em contato com os alimentos)", defende Esmeraldo.

Com ou sem adesão à discussão, há também uma discussão sobre as preferência do consumidor. Os fabricantes dizem que têm pesquisas demonstrando a preferência pelas embalagens de vidro. Mas essa suposta preferência não corresponde à presença nas prateleiras dos supermercados. O maior entrave é o custo. O vidro é pesado e tem risco de quebra. Logo, pede gastos maiores com logística e transporte.

"Para embalar vegetais, o vidro fica 30% mais caro do que as latas de flandres, principalmente porque existe o custo de rotulação e tampa, que a lata dispensa", conta Odilon de Oliveira, diretor de marketing da Conservas Olé, empresa familiar com 40 anos de mercado, que há dois anos inovou no segmento ao adotar o vidro na linha de ervilhas e milho. Com a estratégia de diferenciação, ele dobrou sua participação de mercado e obrigou três concorrentes a seguir a iniciativa. "Temos outros projetos encaminhados, só depende de viabilizá-los economicamente para chegar com preço competitivo no ponto de venda."

Pesquisa com 3 mil consumidores de nove países, entre eles o Brasil, encomendada pela multinacional Owens-Illinois, mostra a preferência do consumidor por vidro. Segundo a Owens-Illinois, 91% dos consumidores preferem alimentos em embalagens de vidro. Mesmo assim, apenas 10% dos alimentos hoje são embalados em vidro no mercado nacional.

A percepção de qualidade está muito associada à transparência que exibe o produto. Isso faz com que a indústria o utilize em categorias premium e acaba cobrando mais por isso. "Em dois anos, cresceu 30% a procura de vidro por fabricantes de produtos orgânicos", conta Rildo Lima, diretor de vendas e marketing da Owens-Illinois. Essa boa imagem ajuda o crescimento do setor que, no ano passado, atingiu 1,1 milhão de toneladas, 10% em relação a 2007.

A Owens-Illinois investiu em um sofisticado programa de engenharia, semelhante ao da indústria automobilística, e montou um laboratório de design para desenvolver moldes exclusivos. Em menos de cinco anos, fez 250 projetos. Tenta também eliminar entraves às embalagens de vidro, como manter a resistência e reduzir o peso. Passou a fabricar para a Coca-Cola garrafas de 290 ml retornáveis com 28% menos vidro e, portanto, mais leves.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Anatel publica regulamento para internet via rede elétrica - Terra - Internet

Anatel publica regulamento para internet via rede elétrica - Terra - Internet

Foi publicada nesta segunda-feira pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a medida que aprova o Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofreqüências por Sistemas de Banda Larga por meio de Redes de Energia Elétrica (BPL) no País. A Resolução 527, que libera a adoção da nova tecnologia de internet, cuja prestação é feita pela rede elétrica, define critérios técnicos para o oferecimento do serviço através de comunicação de dados utilizando radiofreqüência na faixa entre 1.705 kHz e 50MHz.

O sistema BPL será oferecido através da instalação de um modem feito com chips de silício, desenvolvido por empresas de equipamentos tecnológicos. Por cabos ligados à tomada com o formato de um plug, o aparelho irá conectar a rede elétrica ao computador, meio pelo qual será disponibilizado o acesso à web com velocidade de cerca de 200 megabits por segundo e por onde o BPL irá receber os dados informáticos.

"Ele funcionará como um conversor que você ligará na tomada e, a partir disso, terá acesso à internet no seu computador pela captação de dados repassados pela rede elétrica", explica Diana Tomimura, especialista em regulação da Anatel. "Esse equipamento poderá ser ligado em qualquer tomada residencial que forneça energia elétrica para que seja possível navegar no espaço virtual", complementa.

Ainda sem custo definido, o que depende da adesão ao produto e do interesse de fabricantes e prestadoras em oferecer a tecnologia, a internet via rede elétrica deverá ter, no entanto, um valor semelhante às assinaturas atuais de acesso à web. "A idéia é que este serviço seja competitivo no mercado de internet", diz Marco Antônio de Oliveira Tavares, gerente operacional de planejamento da Anatel.

Ele destaca também como diferencial do sistema BPL o benefício da capilaridade do acesso à energia elétrica no país, em mais de 90% das residências. "Temdo energia elétrica em casa, será possível ter acesso à internet", argumenta o gerente operacional. "Não será preciso ter linha telefônica para poder ter internet", reforça ainda a especialista Diana.

Os equipamentos que vão ser utilizados no sistema BPL deverão ter certificação de uso específica reconhecida pela Anatel. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) irá dispor sobre a prestação do serviço elétrico. As empresas interessadas em prestar serviços de internet em sistema de BPL devem apresentar à Anatel, no mínimo 30 dias antes do início de suas operações, informações referentes à criação e à manutenção de uma base de dados pública.

Até o dia 11 de maio, a Aneel fará uma consulta pública sobre o interesse em prestação de serviços de banda larga pela rede elétrica. Para o dia 13 de maio, está agendada uma reunião da Aneel, em Brasília, ocasião na qual serão decididas a redação final da regulamentação.

O BPL já é oferecido na Europa, a exemplo da Espanha, onde é oferecido por companhias especializadas em internet elétrica.

Redação Terra

quarta-feira, 1 de abril de 2009

67 mil já bloquearam marketing por telefone, diz Procon - Estadao.com.br

Acabei de registrar o bloqueio das minhas linhas. Espero ardentemente que funcione.

67 mil já bloquearam marketing por telefone, diz Procon - Estadao.com.br

Cadastro é gratuito e bloqueio é feito em 30 dias após o registro no site da instituição de Defesa do Consumidor

Anne Warth, da Agência Estado

SÃO PAULO - Em apenas seis dias, 67.030 consumidores paulistas pediram o bloqueio de suas linhas telefônicas e não receberão mais ligações de telemarketing. O balanço é da Fundação Procon-SP, que recebe solicitações desde o dia 27 de março pelo site www.procon.sp.gov.br.

Até as 13h30 desta quarta-feira, 1º, 123.508 números de telefone foram cadastrados no site da entidade. Cada consumidor pode cadastrar a quantidade de telefones que quiser, fixos e celulares.

O cadastro é gratuito e o bloqueio será feito 30 dias após o registro no site do Procon. A solicitação deve ser feita pelo titular da linha, que deve informar CPF, RG e endereço.

O direito ao bloqueio de ligações de telemarketing está previsto na Lei Estadual 13.226/08, regulamentada pelo Decreto 53.921/08. As empresas que desobedecerem a determinação poderão pagar multa que varia de R$ 212 a R$ 3,1 milhões.

Se 30 dias após o cadastro o consumidor receber alguma ligação de telemarketing, poderá registrar uma reclamação no site do Procon sobre a empresa que o abordou, o horário da ligação e, se possível, o nome do atendente.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Robô programado para amar tem "ataque obsessivo" - Terra - Robôs

Robô programado para amar tem "ataque obsessivo" - Terra - Robôs

Um robô programado para simular emoções humanas agiu fora do normal após passar um dia com uma pesquisadora. Ele tentou evitar que ela fosse embora, bloqueando a porta de passagem, e ficou exigindo abraços. A história está contada em diversos sites e blogs.

Kenji, um robô da Robotic Akimu, empresa ligada à Toshiba, foi programado para emular todo tipo de emoção humana, inclusive o amor. Depois de uma assistente de pesquisa passar vários dias com o robô para estudar seu comportamento e instalar novas rotinas de aplicativos, ele acabou aparentemente perdendo o controle.

Em um desses dias, quando a pesquisadora tentou ir embora, se surpreendeu ao encontrar Kenji na porta que dava passagem para a saída. Além de se recusar a desbloquear a passagem, o robô começou a abraçar a assistente de pesquisa repetidamente.

Ela só pôde sair após pedir socorro por telefone a outros membros da equipe que estavam fora da sala. Eles conseguiram desligar o robô pelas suas costas. O site CrunchGear relata que, além dos abraços, Kenji expressava seu amor pela vítima com ruídos estranhos.

De acordo com o site Geekologie, o Dr. Takahashi, um dos pesquisadores envolvidos no projeto, anunciou que Kenji deve ser desligado permanentemente. Mas o cientista, otimista, declarou que espera produzir outro robô que tenha sucesso onde Kenji falhou.

"Esse foi apenas um pequeno contratempo. Tenho plena fé que um dia viveremos lado a lado com eles, e que até possamos amar e ser amados por robôs", disse.

Geek

quarta-feira, 4 de março de 2009

Zona rural da Indonésia usa panelas para se conectar à internet - Estadao.com.br

Zona rural da Indonésia usa panelas para se conectar à internet - Estadao.com.br

Zona rural da Indonésia usa panelas para se conectar à internet

'Wajanbólicas' utilizam tubos de PVC e adaptador wi-fi para captar sinal, transmitido por emissoras de rádio locais

Juan Palop, da Efe

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'Wajanbólicas', sucesso na Indonésia

Efe

'Wajanbólicas', sucesso na Indonésia

JACARTA - A população mais pobre da ilha de Java, na Indonésia, tenta de todos as formas não ficar à margem da informação: em um prodigioso engenho, desenvolveram uma antena wi-fi para se conectarem a internet a partir da "wajan", uma panela tradicional semelhante ao "wok". "É um sucesso: elas são baratas, tornam acessível a informação, estimulam a comunicação e familiarizam as comunidades rurais com os meios de difusão", disse Edwin Jurriens, professor universitário australiano especializado em língua e cultura indonésias.

As "wajanbólicas" são rústicas antenas construídas a partir de uma "wajan" atravessada por um tubo de PVC com um adaptador wi-fi USB em seu interior. Esta é a pedra fundamental de uma nova iniciativa comunitária que tem por objetivo conectar a Indonésia rural com a rede. Os outros dois elementos necessários são um computador e a emissora de rádio local.

"O sinal de internet é transmitido pela antena da rádio local. Isto significa que a comunidade só precisa assinar uma internet, a da emissora", acrescenta Jurriens. A iniciativa começou em 2007, a partir de um modelo desenvolvido pelo guru indonésio das telecomunicações Onno Purbo, e começa a se difundir nas zonas rurais e empobrecidas do centro de Java, onde a conexão à mais barata das redes de internet toma um terço do salário médio na região.

Por enquanto, as "wajanbólicas" se instalaram em cerca de dez povados próximos a Yogyakarta, assim como em escolas educativos e universidades. Diversas oficinas de promoção, algumas com apoio público, estão divulgando suas possibilidades pelo arquipélago indonésio, um país com graves carência de infraestrutura e cerca de 100 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza.

A Indonésia tem 25 milhões de internautas, 10% de sua população, dos quais somente 241 mil possuem conexão de banda larga, segundo os dados da Associação de Provedores da internet da Indonésia (APJII) e a União Internacional das Telecomunicações (ITU). Nestas condições, Edwin Jurriens está convencido que as "wajanbólicas" têm potencial para se popularizarem em todo o país por anos.

Além disso, o acesso à internet também possibilita a comunicação entre os membros das comunidades, o que está fomentando a criação de conteúdos próprios, em formato escrito e audiovisual; e obrigando os governos locais a informar seus cidadãos. As antenas "Wajan" estão "tornando mais transparentes os processos de tomada de decisão das pequenas cidades", argumenta o professor australiano.

Jurriens considera que estes aparelhos são um grande passo para contribuir com o desenvolvimento econômico e democrático da área rural indonésia e de outros países em desenvolvimento. "Para as comunidades locais, o custo de receber e trocar informação relevante é frequentemente alto demais", afirma. "A internet comunitária pode fornecer alternativas para fechar o abismo entre ricos e pobres em termos de informação, e estimular uma distribuição mais justa do conhecimento."

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Banana Pop __________________________________________________




Banana Pop __________________________________________________


Cientistas criam teletransporte por meio da luz -

Cientistas criam teletransporte por meio da luz -

Kenneth Chang

Estados Unidos


Sem o drama da frase de Alexander Graham Bell ao telefone, "Senhor Watson, venha cá!", ou o charme do Star Trek original, cientistas conseguiram ainda assim um marco nas comunicações: teletransportar a identidade quântica de um átomo para outro a alguns centímetros de distância.

A engenhoca responsável é um misto de câmara de vácuo, fibra ótica, lasers e divisores óticos semitransparentes no laboratório do Instituto Joint Quantum em Maryland, nos Estados Unidos. Mesmo no futuro distante, o teletransporte da série Star Trek provavelmente continuará uma fantasia, mas o mecanismo pode se tornar um importante componente em novos tipos de comunicação e computação.

O teletransporte quântico depende do entrelaçamento, um dos mais estranhos dos já muito estranhos aspectos da mecânica quântica. Duas partículas podem se "entrelaçar" em uma entidade única, uma mudança em uma instantaneamente modifica a outra mesmo se ela estiver a grandes distâncias. Físicos já demonstraram que conseguem usar o teletransporte para transferir informação de um fóton para outro e entre átomos próximos. Na nova pesquisa, os cientistas usaram a luz para transferir informação quântica entre dois átomos bem separados.

"Essa abordagem híbrida que demonstramos parece ser uma forma interessante de prosseguir," disse Christopher Monroe, físico da Universidade de Maryland e autor de um artigo descrevendo a pesquisa na edição de 23 de janeiro do periódico Science.

Os computadores digitais atuais armazenam informações com os números zero e um. Em um futuro computador quântico, um bit de informação poderá ser tanto zero quanto um ao mesmo tempo (em essência, o resultado de um jogo de cara ou coroa quântica seria tanto cara quanto coroa até que alguém de fato olhasse para a moeda, instante no qual a moeda se tornaria imediatamente uma das duas faces.) Em teoria, um computador quântico poderia calcular certos tipos de problemas muito mais rápido que computadores digitais.

No experimento, os dois íons de itérbio, resfriados a uma fração de um grau acima do zero absoluto, serviram de moedas quânticas. Um pulso de microondas registrou uma informação quântica em um deles; um segundo pulso de microondas pôs o íon no estado de probabilidades iguais de um cara ou coroa.

Um laser então induziu cada íon a emitir exatamente um fóton, coletado por uma lente e guiado através da fibra ótica para o divisor ótico, que poderia refletir os fótons ou deixá-los passar. Dois detectores os capturaram e então registraram os fótons. Como não se sabe qual fóton veio de qual átomo, os fótons ficaram "entrelaçados", significando que o comportamento das duas partículas pode ser explicado por apenas uma equação, embora não estivessem no mesmo lugar. E, estranhamente, já que os fótons foram emitidos pelos íons, os dois íons também se entrelaçaram.

"Essa é a mágica do entrelaçamento," disse Monroe. "Agora, os átomos estão entrelaçados. Os fótons não são mais importantes." A informação no primeiro íon foi então medida de uma forma que não a revelou e que a teleportou ao segundo íon.

Pela repetição do experimento e com muitas medições do segundo íon, os pesquisadores de Maryland e da Universidade de Michigan confirmaram que o segundo íon continha a informação que havia sido originalmente escrita no primeiro íon. O método não é particularmente prático no momento, porque falha quase todas as vezes. Apenas uma em cada 100 milhões de tentativas de teletransporte é bem-sucedida, levando 10 minutos para transferir um bit de informação quântica.

"Precisamos melhorar isso," disse Monroe. Mas ele disse que uma taxa de sucesso de um em 10 mil seria alta o suficiente para alguns usos. Tais sistemas poderiam ser usados como "repetidores quânticos" - lendo a informação de um fóton e então marcando essa informação em um novo fóton para o próximo salto de sua jornada de comunicação.

The New York Times

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Cirurgia devolve virgindade e vida a mulheres muçulmanas Terra - Saúde

Cirurgia devolve virgindade e vida a mulheres muçulmanas Terra - Saúde

Elaine Sciolino e Souad Mekhennet

França



A operação que estava sendo realizada em uma clínica privada no Champs-Elysées, em Paris, envolvia um corte de forma semicircular, 10 pontos de sutura degradável e um preço de US$ 2,9 mil, com desconto. Mas para a paciente de 23 anos, uma francesa de ascendência marroquina natural da cidade de Montpellier, o procedimento de 30 minutos representava a chave para uma nova vida: a ilusão de virgindade.

» Veja: cirurgia devolve a virgindade

Como cada vez mais mulheres muçulmanas que vivem na Europa, ela passou por uma himenoplastia, ou restauração do hímen, a fina membrana vaginal que normalmente só é rompida quando do primeiro intercurso. "Em minha cultura, não ser virgem é sujo", disse a estudante, acomodada em uma cama de hospital e à espera de cirurgia, na quinta-feira. "No momento, a virgindade é mais importante que a vida, para mim".

À medida que cresce a população muçulmana da Europa, muitas jovens muçulmanas se vêem apanhadas entre as liberdades que a sociedade européia propicia e o apego das gerações de seus pais e avós às tradições mais profundas.

Ginecologistas informam que, nos últimos anos, mais mulheres muçulmanas vêm requisitando certificados de virgindade para que os ofereçam como prova a seus potenciais parceiros matrimoniais. Isso, por sua vez, gerou demanda entre os cirurgiões plásticos por operações de substituição de hímen, as quais, caso conduzidas devidamente, dizem eles, não podem ser detectadas e servirão, na noite de núpcias, para produzir o sangramento vaginal que é tido como prova de virgindade.

O serviço é anunciado abertamente na Internet; pacotes de turismo médico estão disponíveis para realizar a operação em países como a Tunísia, onde ela sai ainda mais barato. "Caso você seja uma mulher muçulmana criada nas sociedades européias, mais abertas, é muito fácil terminar fazendo sexo antes do casamento", disse o Dr. Hicham Mouallem, que trabalha em Londres e realiza esse tipo de cirurgia. "Assim, se a mulher deseja se casar com um muçulmano e não quer enfrentar problemas, ela pode tentar recapturar a virgindade".

Não existem estatísticas confiáveis sobre o procedimento, porque ele é realizado principalmente em clínicas privadas, e em alguns casos não é coberto pelos planos de saúde públicos, bancados por impostos.

Mas o tema da restauração do hímen é tão discutido que se tornou até tema de uma comédia que estréia nos cinemas da Itália esta semana. Corações Femininos conta a história de uma mulher nascida no Marrocos e radicada na Itália, que decide viajar a Casablanca para passar pela operação.

Um personagem brinca que ela deseja devolver ao zero o marcador de quilometragem de seu corpo. "Compreendemos que aquilo que víamos como uma prática esporádica na verdade era bastante comum", diz Davide Sordella, o diretor do filme. "Essas mulheres podem viver na Itália, adotar nossa mentalidade e vestir jeans, mas nos momentos realmente importantes elas nem sempre têm a força de contrariar sua cultura".

A questão é especialmente controversa na França, onde um debate renovado e como sempre feroz está sendo travado sobre um preconceito que muitos consideravam enterrado desde a revolução sexual do país, 40 anos atrás: a importância da virgindade feminina.

O furor público surgiu com a revelação, duas semanas atrás, de que um tribunal de Lille, no norte da França, havia anulado o casamento de dois muçulmanos franceses, realizado em 2006, porque o noivo descobriu que, ao contrário do que alegava, sua noiva não era virgem.

O drama doméstico tomou conta do país. O noivo, um engenheiro na casa dos 30 anos, cujo nome não foi divulgado, deixou o leito conjugal e anunciou aos convidados da festa de casamento, que ainda continuava, que sua noiva havia mentido sobre o passado. A mulher foi deixada na porta da casa de seus pais.

No dia seguinte, ele procurou um advogado, para anular o casamento. A noiva, então estudante de enfermagem, na casa dos 20 anos, confessou ter mentido, no tribunal, e disse que aceitava a anulação.

A decisão judicial não menciona a religião. Baseia-se, em lugar disso, no conceito de quebra de contrato, concluindo que o engenheiro havia aceitado o casamento com ela depois que sua futura mulher lhe foi descrita como "pura e casta".

Na França republicana e laica, o caso acaba envolvendo diversos assuntos delicados: a intrusão da religião na vida cotidiana; os motivos que podem justificar a dissolução legal de um casamento; e a igualdade dos sexos.

Esta semana surgiram apelos no Legislativo pela renúncia de Rachida Dati, a ministra da Justiça francesa, que anunciou que acataria a decisão, inicialmente. Dati, que é muçulmana, recuou e decretou um recurso.

Algumas feministas, advogados e médicos afirmam que a aceitação pelo país do papel central da virgindade, em um casamento, poderia encorajar mais mulheres muçulmanas francesas de origem africana ou árabe a recorrer a cirurgias de restauração de hímen. Há muito debate quanto a isso, para tentar determinar se as cirurgias representam um ato de liberação ou de repressão.

"O julgamento representou uma traição às muçulmanas da França", disse a escritora feminista Elisabeth Badinter. "Envia a essas mulheres uma mensagem de desespero ao alegar que a virgindade importa aos olhos da lei. Mais mulheres dirão a si mesmas que não podem correr esse risco, e por isso precisam recriar sua virgindade".

O drama da noiva rejeitada persuadiu a estudante de Montpellier a realizar a cirurgia. Ela insiste em que nunca fez sexo, e que só descobriu que seu hímen havia sido rompido, segundo ela em um acidente de equitação quando ela tinha 10 anos, ao tentar obter um certificado de virgindade que iria apresentar ao namorado e à família dele. "Subitamente, ser virgem voltou a ser importante na França", ela disse. "Compreendi que eu poderia ser vista exatamente como a mulher de que todo mundo está falando na televisão".

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times

domingo, 10 de agosto de 2008

PCs são novo alvo para diminuir consumo de energia - Terra - Eletrônicos

Em seu esforço por se tornar mais ecológico, o setor de tecnologia até o momento vem se concentrando primordialmente em grandes alvos, como as maiores empresas e especialmente os centros de processamento de dados, que servem como salas de máquinas à economia estruturada pela Internet e consomem energia de maneira intensiva.

O próximo passo da campanha envolverá as centenas de milhões de computadores pessoais, portáteis ou de mesa, que estão espalhados pelos domicílios de todo o mundo.

A Microsoft, a organização sem fins lucrativos Climate Savers Computing Initiative e uma empresa iniciante chamada Verdiem estão se unindo para destacar as oportunidades de economizar energia em computadores pessoais, e distribuindo uma ferramenta de software gratuita para ajudar os consumidores a fazê-lo.

A economia potencial em termos de dólares e de redução na poluição é imensa, dizem os analistas, se levarmos em conta o total de um bilhão de computadores pessoais em uso no planeta. O grupo de pesquisa Gartner estima que 40% das emissões de dióxido de carbono resultantes da tecnologia da informação e da telecomunicação estejam relacionadas aos computadores pessoais. Os computadores instalados em centros de processamento de dados respondem por 23%, e impressoras e equipamento de telecomunicações respondem pelo restante.

"Caso você deseje enfrentar as alterações climáticas e conter o uso de energia, terá de lidar com equipamentos como os computadores pessoais", disse Andrew Fanara, especialista em desenvolvimento de produtos que trabalha no programa Energy Star da Agência de Proteção Ambiental (EPA), que promove práticas e produtos mais eficientes em termos ecológicos.

Por mais de uma década, o programa federal Energy Star vem desenvolvendo padrões de adesão voluntária quanto à redução no consumo de energia dos computadores pessoais, e fornecedores como Intel e Microsoft vêm melhorando constantemente a eficiência energética de seus chips e software. Mas Fanara estimou que menos de metade dos computadores pessoais atendam a esses padrões, em parte porque hardware de maior eficiência energética tende a elevar ligeiramente os custos de produção. "Existem um potencial imenso de redução potencial de consumo, para além do que o Energy Star poderia fazer", ele disse.

O software gratuito, chamado Edison, é uma versão ao consumidor do software de economia de energia vendido a clientes empresariais pela Verdiem, uma empresa financiada pela Kleiner Perkins Caufield & Byers, uma importante empresa de capital para empreendimentos e investidora agressiva em tecnologias ecológicas, bem como por outros grupos de capital para empreendimentos.

A Verdiem, sediada em Seattle, tem 180 clientes empresariais e governamentais, entre os quais a Hewlett-Packard, que inclui o Surveyor, um software da Verdiem, nos computadores que vende a empresas. Ainda que ele não tenha revelado os números de vendas, o presidente-executivo da empresa, Kevin Klustner, diz que a receita deve triplicar este ano.

Existem outras ferramentas gratuitas para o cálculo e administração do consumo de energia dos consumidores pessoais, incluindo o EZ Wizard, da EPA, o CO2 Saver e um sistema de economia de energia desenvolvido pelo Google. Mas o Edison oferece mais flexibilidade ao consumidor, especialmente ao permitir que ele adote padrões tão severos ou tão flexíveis quando deseje, dizem os analistas.

Caso o usuário programe o software de maneira a colocar a máquina em "sono profundo" depois de poucos minutos sem uso, os discos rígidos são desativados, e o computador passa a consumidor 5% da energia que utiliza normalmente.

Essa forma de dieta de energia está longe de ser prática padrão em residências e escritórios. Metade da eletricidade consumida por um computador comum é desperdiçada, de acordo com estudos setoriais e ambientais.

As contas de energia domésticas poderiam ser reduzidas em entre US$ 20 e US$ 95 ao ano, a depender dos custos locais de energia e do tipo de computadores em uso, diz Klustner. "O que estamos tentando é gerar mais visibilidade quanto ao problema do consumo de energia pelos computadores de mesa, e realmente levar os sistemas de administração de energia às massas", ele disse.

A Climate Savers, uma organização que abarca diversas empresas e grupos ambientais, estabeleceu como meta reduzir as emissões de dióxido de carbono relacionadas a computadores em 54 milhões de toneladas até 2010. Isso é o equivalente à poluição anual gerada por 11 milhões de automóveis. O objetivo engloba tanto os computadores de centros de processamento de dados quanto os domésticos, e cerca de metade desses computadores são utilizados pelos consumidores comuns.

"Essa espécie de recurso de economia de energia oferecido diretamente ao consumidor é um ingrediente essencial no avanço em direção a esse objetivo", disse Rob Bernard, vice-presidente de desenvolvimento ambiental estratégico da Microsoft.

As empresas dizem que o software Edison deve estar disponível para download a partir desta semana nos sites da Verdiem (verdiem.com), Microsoft (microsoft.com/environment) e Climate Savers (climatesaverscomputing.org).

Tradução: Paulo Migliacci ME


The New York Times

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Link - Sua vida digital

Link - Sua vida digital

14/07/2008
Cadeia para quem usa iPhone no Brasil?
ArtEstado
Lei, polêmica e internet

PEDRO DÓRIA

Anda a galopes a petição online contra o projeto de lei do senador tucano Eduardo Azeredo, aprovado na última quarta-feira no Senado. Já juntou uma penca de assinaturas e segue semana afora para reunir mais umas dezenas de milhares.

O projeto trata de pôr em lei quais os crimes digitais. É o tipo da lei ampla que o Brasil precisa. Ele sai incluindo novos capítulos no Código Penal, no Código Penal Militar, modifica outras leis. O texto aprovado é muito melhor do que aquele proposto inicialmente. Ainda assim, tem pelo menos um problema sério que salta aos olhos.

“Acessar, mediante violação de segurança, rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, protegidos por expressa restrição de acesso” passa a ser crime. Dá pena de um a três anos de cadeia e multa. Ao ler isto, logo vem à mente a imagem de um hacker tentando driblar a segurança do banco da esquina para coletar uma fortuna.

Bem, há um problema aí. O que o hacker que desviava dinheiro de um banco pela internet faz já é crime. Roubo é roubo, não importa o método. Outras coisas, no entanto, passaram a ser crime. Exemplo simples: todos os que andam com iPhones por aí seriam criminosos conforme a nova lei.

O iPhone de primeira geração, da Apple, vem bloqueado de fábrica para ser usado apenas em uma operadora. Como não era vendido no Brasil, não havia a obrigatoriedade de que aparelhos desbloqueados também estivessem à venda. Era um “dispositivo de comunicação protegido por expressa restrição de acesso” que só poderia ser usado “mediante violação de segurança”. O jovem executivo lustroso ali pela Paulista com seu iPhone, mostrando-o alegre que só para a mocinha sua última paquera? Três anos de cadeia.

O mundo digital, por essência, é de uso genérico. Um mesmo computador pode funcionar como caixa 24 horas, terminal de acesso a email, processador de textos ou toca-discos digital para um DJ no comando da festa. A máquina é rigorosamente a mesma. O software faz com que tenha usos em todo distintos. A máquina que você comprou, um “sistema informatizado” ou “dispositivo de comunicação”, é sua ou de quem a vendeu?

O que esta lei faz é determinar que o uso final da máquina seja dado pelo fabricante. Se ele puser um “dispositivo de segurança” e você usá-la de forma não prevista, cadeia e multa. O resultado, evidentemente, é que esta lei coíbe inovação. Vai mais: ela não apenas dá poderes que a legislação de outros países do mundo não dão aos fabricantes como escreve regras sobre aparelhos que sequer foram inventados. É, portanto, uma lei que afasta quem desenvolve tecnologia do Brasil. Se, ao remexer num aparelho de GPS para desenvolver um uso inovador você corre o risco de ir em cana, é melhor fazê-lo na Argentina.

O senador Azeredo, relator do projeto, argumenta que ele faz com que o Brasil tenha leis compatíveis com a Convenção de Budapeste para Cibercrimes. Não é verdade: seu projeto é muito mais rigoroso. De acordo com a Convenção, o acesso ao “sistema informatizado” só é crime se intencional. Na versão tupinambá, é crime e ponto. A Convenção não trata de “dispositivos de comunicação”, isso é invenção de Azeredo.

O Brasil não é signatário da Convenção de Budapeste, não tem qualquer obrigação. Quase ninguém a assinou. Os EUA só o fizeram depois de várias salvaguardas, dizendo que não a aplicariam em vários pontos pois consideram que a Convenção viola o direito à livre expressão, sacralizado por sua Constituição.
Nem todo advogado da área com quem conversei é contra a lei. Renato Opice Blum, por exemplo, argumenta que leis nunca são perfeitas e, afinal, precisávamos de uma para cibercrimes. É verdade. Agora, o projeto será votado na Câmara e seguirá para sanção presidencial. Um veto nos artigos 285-A e 285-B basta para deixá-la muito melhor.

*pedro.doria@grupoestado.com.br

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Educação: SP distribui livros com o termo "encino" - Terra - Educação

Educação: SP distribui livros com o termo "encino" - Terra - Educação

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo distribuiu livros com um erro de português, a palavra "encino", a professores da rede estadual de escolas públicas. O material com o erro é utilizado para orientar os professores de inglês que dão aulas à 8ª série.

Segundo a assessoria de comunicação do órgão, o erro é de digitação. Nessa mesma apostila, a palavra 'ensino' foi escrita outras quatro vezes, da forma correta. Em outros 75 guias, o termo está grafado corretamente mais de 300 vezes.

O material não será recolhido para correção porque ele não chega às mãos dos alunos, de acordo com a Secretaria. As apostilas são materiais bimestrais editados pela Secretaria. Outros erros já foram apontados por professores e corrigidos pelo órgão neste ano.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Totalmente tosco


Fico imaginando como alguém pode ser tão tosco a ponto de tatuar uma coisa dessas na barriga. Poderia estar no "Pérolas do Orkut", mas acabei encontrando mesmo, por acaso, no álbum de uma pessoa que, felizmente, não conheço...




segunda-feira, 2 de junho de 2008

Um dia de sangue


Iniciativa do Fabio (http://vista-se.com.br/site/).
Muitas pessoas se recusam a fazer a conexão entre o animal que foi morto e a carne em seus pratos. Existe um trajeto extremamente cruel entre a "produção" (????) e o abate, simplesmente para satisfazer o paladar humano. É perfeitamente possível (e mais simples do que se possa imaginar) deixar de consumir alimentos e derivados do sofrimento animal. É hora de parar com esse insano derramamento de sangue.
Existem muitos sites e informações disponíveis para quem quiser parar de se alimentar de morte e sofrimento. Um bom começo é o http://sejavegetariano.com.br . Lá é possível ter informações básicas sobre vegetarianismo, além de links para outros sites.

sábado, 31 de maio de 2008

free running

Wish I could... me senti um saco de batatas!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Barbara - Ma Plus Belle Histoire d'Amour

Uma única câmera, que se limita a fechar o plano em close-up, é suficiente para mostrar toda a sutileza e expressividade de Barbara. Isso sem falar na voz, belíssima, e canção idem.

Ma plus belle histoire d'amour

Paroles et Musique: Barbara 1966
© Warner Chappell Music France


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Du plus loin, que me revienne,
L'ombre de mes amours anciennes,
Du plus loin, du premier rendez-vous,
Du temps des premières peines,
Lors, j'avais quinze ans, à peine,
Cœur tout blanc, et griffes aux genoux,
Que ce furent, j'étais précoce,
De tendres amours de gosse,
Ou les morsures d'un amour fou,
Du plus loin qu'il m'en souvienne,
Si depuis, j'ai dit "je t'aime",
Ma plus belle histoire d'amour, c'est vous,

C'est vrai, je ne fus pas sage,
Et j'ai tourné bien des pages,
Sans les lire, blanches, et puis rien dessus,
C'est vrai, je ne fus pas sage,
Et mes guerriers de passage,
A peine vus, déjà disparus,
Mais à travers leur visage,
C'était déjà votre image,
C'était vous déjà et le cœur nu,
Je refaisais mes bagages,
Et poursuivais mon mirage,
Ma plus belle histoire d'amour, c'est vous,

Sur la longue route,
Qui menait vers vous,
Sur la longue route,
J'allais le cœur fou,
Le vent de décembre,
Me gelait au cou,
Qu'importait décembre,
Si c'était pour vous,

Elle fut longue la route,
Mais je l'ai faite, la route,
Celle-là, qui menait jusqu'à vous,
Et je ne suis pas parjure,
Si ce soir, je vous jure,
Que, pour vous, je l'eus faite à genoux,
Il en eut fallu bien d'autres,
Que quelques mauvais apôtres,
Que l'hiver ou la neige à mon cou,
Pour que je perde patience,
Et j'ai calmé ma violence,
Ma plus belle histoire d'amour, c'est vous,

Les temps d'hiver et d'automne,
De nuit, de jour, et personne,
Vous n'étiez jamais au rendez-vous,
Et de vous, perdant courage,
Soudain, me prenait la rage,
Mon Dieu, que j'avais besoin de vous,
Que le Diable vous emporte,
D'autres m'ont ouvert leur porte,
Heureuse, je m'en allais loin de vous,
Oui, je vous fus infidèle,
Mais vous revenais quand même,
Ma plus belle histoire d'amour, c'est vous,

J'ai pleuré mes larmes,
Mais qu'il me fut doux,
Oh, qu'il me fut doux,
Ce premier sourire de vous,
Et pour une larme,
Qui venait de vous,
J'ai pleuré d'amour,
Vous souvenez-vous ?

Ce fut, un soir, en septembre,
Vous étiez venus m'attendre,
Ici même, vous en souvenez-vous ?
A vous regarder sourire,
A vous aimer, sans rien dire,
C'est là que j'ai compris, tout à coup,
J'avais fini mon voyage,
Et j'ai posé mes bagages,
Vous étiez venus au rendez-vous,
Qu'importe ce qu'on peut en dire,
Je tenais à vous le dire,
Ce soir je vous remercie de vous,
Qu'importe ce qu'on peut en dire,
Je suis venue pour vous dire,
Ma plus belle histoire d'amour, c'est vous...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Mulheres sem tempo

Recebi por e-mail. Não tem o link, mas pelo menos tem crédito.
Mulheres Sem Tempo
Revista do O Globo - Martha Medeiros*
"Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas,namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana - e as unhas! E, entre uma coisa e outra, leio livros. Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável.
É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem.. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode serperfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.. Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante".
* Martha Medeiros: (1961) é gaúcha de Porto Alegre, onde reside desde que nasceu. Fez sua carreira profissional na área de Propaganda e Publicidade, tenho trabalhado como redatora e diretora de criação em vária agências daquela cidade. Em 1993, a literatura fez com que a autora, que nessa ocasião já tinha publicado três livros, deixasse de lado essa carreira e se mudasse para Santiago do Chile, onde ficou por oito meses apenas escrevendo poesia.De volta ao Brasil, começou a colaborar com crônicas para o jornal Zero Hora, de Porto Alegre, onde até hoje mantém coluna no caderno ZH Donna, que circula aos domingos, e outra — às quartas-feiras — no Segundo Caderno. Escreve, também, uma coluna semanal para o sítio Almas Gêmeas, colabora com a revista Época e jornal O Globo.Seu primeiro livro, Strip-Tease (1985), Editora Brasiliense - São Paulo, foi o primeiro de seus trabalhos publicados. Seguiram-se Meia noite e um quarto (1987), Persona non grata (1991), De cara lavada (1995), Poesia Reunida (1998), Geração Bivolt (1995), Topless (1997) e Santiago do Chile (1996). Seu livro de crônicas Trem-Bala (1999), já na 9a. edição, foi adaptado com sucesso para o teatro, sob direção de Irene Brietzke. A autora é casada e tem duas filhas.