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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Anatel publica regulamento para internet via rede elétrica - Terra - Internet

Anatel publica regulamento para internet via rede elétrica - Terra - Internet

Foi publicada nesta segunda-feira pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a medida que aprova o Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofreqüências por Sistemas de Banda Larga por meio de Redes de Energia Elétrica (BPL) no País. A Resolução 527, que libera a adoção da nova tecnologia de internet, cuja prestação é feita pela rede elétrica, define critérios técnicos para o oferecimento do serviço através de comunicação de dados utilizando radiofreqüência na faixa entre 1.705 kHz e 50MHz.

O sistema BPL será oferecido através da instalação de um modem feito com chips de silício, desenvolvido por empresas de equipamentos tecnológicos. Por cabos ligados à tomada com o formato de um plug, o aparelho irá conectar a rede elétrica ao computador, meio pelo qual será disponibilizado o acesso à web com velocidade de cerca de 200 megabits por segundo e por onde o BPL irá receber os dados informáticos.

"Ele funcionará como um conversor que você ligará na tomada e, a partir disso, terá acesso à internet no seu computador pela captação de dados repassados pela rede elétrica", explica Diana Tomimura, especialista em regulação da Anatel. "Esse equipamento poderá ser ligado em qualquer tomada residencial que forneça energia elétrica para que seja possível navegar no espaço virtual", complementa.

Ainda sem custo definido, o que depende da adesão ao produto e do interesse de fabricantes e prestadoras em oferecer a tecnologia, a internet via rede elétrica deverá ter, no entanto, um valor semelhante às assinaturas atuais de acesso à web. "A idéia é que este serviço seja competitivo no mercado de internet", diz Marco Antônio de Oliveira Tavares, gerente operacional de planejamento da Anatel.

Ele destaca também como diferencial do sistema BPL o benefício da capilaridade do acesso à energia elétrica no país, em mais de 90% das residências. "Temdo energia elétrica em casa, será possível ter acesso à internet", argumenta o gerente operacional. "Não será preciso ter linha telefônica para poder ter internet", reforça ainda a especialista Diana.

Os equipamentos que vão ser utilizados no sistema BPL deverão ter certificação de uso específica reconhecida pela Anatel. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) irá dispor sobre a prestação do serviço elétrico. As empresas interessadas em prestar serviços de internet em sistema de BPL devem apresentar à Anatel, no mínimo 30 dias antes do início de suas operações, informações referentes à criação e à manutenção de uma base de dados pública.

Até o dia 11 de maio, a Aneel fará uma consulta pública sobre o interesse em prestação de serviços de banda larga pela rede elétrica. Para o dia 13 de maio, está agendada uma reunião da Aneel, em Brasília, ocasião na qual serão decididas a redação final da regulamentação.

O BPL já é oferecido na Europa, a exemplo da Espanha, onde é oferecido por companhias especializadas em internet elétrica.

Redação Terra

segunda-feira, 9 de março de 2009

Robô programado para amar tem "ataque obsessivo" - Terra - Robôs

Robô programado para amar tem "ataque obsessivo" - Terra - Robôs

Um robô programado para simular emoções humanas agiu fora do normal após passar um dia com uma pesquisadora. Ele tentou evitar que ela fosse embora, bloqueando a porta de passagem, e ficou exigindo abraços. A história está contada em diversos sites e blogs.

Kenji, um robô da Robotic Akimu, empresa ligada à Toshiba, foi programado para emular todo tipo de emoção humana, inclusive o amor. Depois de uma assistente de pesquisa passar vários dias com o robô para estudar seu comportamento e instalar novas rotinas de aplicativos, ele acabou aparentemente perdendo o controle.

Em um desses dias, quando a pesquisadora tentou ir embora, se surpreendeu ao encontrar Kenji na porta que dava passagem para a saída. Além de se recusar a desbloquear a passagem, o robô começou a abraçar a assistente de pesquisa repetidamente.

Ela só pôde sair após pedir socorro por telefone a outros membros da equipe que estavam fora da sala. Eles conseguiram desligar o robô pelas suas costas. O site CrunchGear relata que, além dos abraços, Kenji expressava seu amor pela vítima com ruídos estranhos.

De acordo com o site Geekologie, o Dr. Takahashi, um dos pesquisadores envolvidos no projeto, anunciou que Kenji deve ser desligado permanentemente. Mas o cientista, otimista, declarou que espera produzir outro robô que tenha sucesso onde Kenji falhou.

"Esse foi apenas um pequeno contratempo. Tenho plena fé que um dia viveremos lado a lado com eles, e que até possamos amar e ser amados por robôs", disse.

Geek

quarta-feira, 4 de março de 2009

Zona rural da Indonésia usa panelas para se conectar à internet - Estadao.com.br

Zona rural da Indonésia usa panelas para se conectar à internet - Estadao.com.br

Zona rural da Indonésia usa panelas para se conectar à internet

'Wajanbólicas' utilizam tubos de PVC e adaptador wi-fi para captar sinal, transmitido por emissoras de rádio locais

Juan Palop, da Efe

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'Wajanbólicas', sucesso na Indonésia

Efe

'Wajanbólicas', sucesso na Indonésia

JACARTA - A população mais pobre da ilha de Java, na Indonésia, tenta de todos as formas não ficar à margem da informação: em um prodigioso engenho, desenvolveram uma antena wi-fi para se conectarem a internet a partir da "wajan", uma panela tradicional semelhante ao "wok". "É um sucesso: elas são baratas, tornam acessível a informação, estimulam a comunicação e familiarizam as comunidades rurais com os meios de difusão", disse Edwin Jurriens, professor universitário australiano especializado em língua e cultura indonésias.

As "wajanbólicas" são rústicas antenas construídas a partir de uma "wajan" atravessada por um tubo de PVC com um adaptador wi-fi USB em seu interior. Esta é a pedra fundamental de uma nova iniciativa comunitária que tem por objetivo conectar a Indonésia rural com a rede. Os outros dois elementos necessários são um computador e a emissora de rádio local.

"O sinal de internet é transmitido pela antena da rádio local. Isto significa que a comunidade só precisa assinar uma internet, a da emissora", acrescenta Jurriens. A iniciativa começou em 2007, a partir de um modelo desenvolvido pelo guru indonésio das telecomunicações Onno Purbo, e começa a se difundir nas zonas rurais e empobrecidas do centro de Java, onde a conexão à mais barata das redes de internet toma um terço do salário médio na região.

Por enquanto, as "wajanbólicas" se instalaram em cerca de dez povados próximos a Yogyakarta, assim como em escolas educativos e universidades. Diversas oficinas de promoção, algumas com apoio público, estão divulgando suas possibilidades pelo arquipélago indonésio, um país com graves carência de infraestrutura e cerca de 100 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza.

A Indonésia tem 25 milhões de internautas, 10% de sua população, dos quais somente 241 mil possuem conexão de banda larga, segundo os dados da Associação de Provedores da internet da Indonésia (APJII) e a União Internacional das Telecomunicações (ITU). Nestas condições, Edwin Jurriens está convencido que as "wajanbólicas" têm potencial para se popularizarem em todo o país por anos.

Além disso, o acesso à internet também possibilita a comunicação entre os membros das comunidades, o que está fomentando a criação de conteúdos próprios, em formato escrito e audiovisual; e obrigando os governos locais a informar seus cidadãos. As antenas "Wajan" estão "tornando mais transparentes os processos de tomada de decisão das pequenas cidades", argumenta o professor australiano.

Jurriens considera que estes aparelhos são um grande passo para contribuir com o desenvolvimento econômico e democrático da área rural indonésia e de outros países em desenvolvimento. "Para as comunidades locais, o custo de receber e trocar informação relevante é frequentemente alto demais", afirma. "A internet comunitária pode fornecer alternativas para fechar o abismo entre ricos e pobres em termos de informação, e estimular uma distribuição mais justa do conhecimento."

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Cientistas criam teletransporte por meio da luz -

Cientistas criam teletransporte por meio da luz -

Kenneth Chang

Estados Unidos


Sem o drama da frase de Alexander Graham Bell ao telefone, "Senhor Watson, venha cá!", ou o charme do Star Trek original, cientistas conseguiram ainda assim um marco nas comunicações: teletransportar a identidade quântica de um átomo para outro a alguns centímetros de distância.

A engenhoca responsável é um misto de câmara de vácuo, fibra ótica, lasers e divisores óticos semitransparentes no laboratório do Instituto Joint Quantum em Maryland, nos Estados Unidos. Mesmo no futuro distante, o teletransporte da série Star Trek provavelmente continuará uma fantasia, mas o mecanismo pode se tornar um importante componente em novos tipos de comunicação e computação.

O teletransporte quântico depende do entrelaçamento, um dos mais estranhos dos já muito estranhos aspectos da mecânica quântica. Duas partículas podem se "entrelaçar" em uma entidade única, uma mudança em uma instantaneamente modifica a outra mesmo se ela estiver a grandes distâncias. Físicos já demonstraram que conseguem usar o teletransporte para transferir informação de um fóton para outro e entre átomos próximos. Na nova pesquisa, os cientistas usaram a luz para transferir informação quântica entre dois átomos bem separados.

"Essa abordagem híbrida que demonstramos parece ser uma forma interessante de prosseguir," disse Christopher Monroe, físico da Universidade de Maryland e autor de um artigo descrevendo a pesquisa na edição de 23 de janeiro do periódico Science.

Os computadores digitais atuais armazenam informações com os números zero e um. Em um futuro computador quântico, um bit de informação poderá ser tanto zero quanto um ao mesmo tempo (em essência, o resultado de um jogo de cara ou coroa quântica seria tanto cara quanto coroa até que alguém de fato olhasse para a moeda, instante no qual a moeda se tornaria imediatamente uma das duas faces.) Em teoria, um computador quântico poderia calcular certos tipos de problemas muito mais rápido que computadores digitais.

No experimento, os dois íons de itérbio, resfriados a uma fração de um grau acima do zero absoluto, serviram de moedas quânticas. Um pulso de microondas registrou uma informação quântica em um deles; um segundo pulso de microondas pôs o íon no estado de probabilidades iguais de um cara ou coroa.

Um laser então induziu cada íon a emitir exatamente um fóton, coletado por uma lente e guiado através da fibra ótica para o divisor ótico, que poderia refletir os fótons ou deixá-los passar. Dois detectores os capturaram e então registraram os fótons. Como não se sabe qual fóton veio de qual átomo, os fótons ficaram "entrelaçados", significando que o comportamento das duas partículas pode ser explicado por apenas uma equação, embora não estivessem no mesmo lugar. E, estranhamente, já que os fótons foram emitidos pelos íons, os dois íons também se entrelaçaram.

"Essa é a mágica do entrelaçamento," disse Monroe. "Agora, os átomos estão entrelaçados. Os fótons não são mais importantes." A informação no primeiro íon foi então medida de uma forma que não a revelou e que a teleportou ao segundo íon.

Pela repetição do experimento e com muitas medições do segundo íon, os pesquisadores de Maryland e da Universidade de Michigan confirmaram que o segundo íon continha a informação que havia sido originalmente escrita no primeiro íon. O método não é particularmente prático no momento, porque falha quase todas as vezes. Apenas uma em cada 100 milhões de tentativas de teletransporte é bem-sucedida, levando 10 minutos para transferir um bit de informação quântica.

"Precisamos melhorar isso," disse Monroe. Mas ele disse que uma taxa de sucesso de um em 10 mil seria alta o suficiente para alguns usos. Tais sistemas poderiam ser usados como "repetidores quânticos" - lendo a informação de um fóton e então marcando essa informação em um novo fóton para o próximo salto de sua jornada de comunicação.

The New York Times

domingo, 10 de agosto de 2008

PCs são novo alvo para diminuir consumo de energia - Terra - Eletrônicos

Em seu esforço por se tornar mais ecológico, o setor de tecnologia até o momento vem se concentrando primordialmente em grandes alvos, como as maiores empresas e especialmente os centros de processamento de dados, que servem como salas de máquinas à economia estruturada pela Internet e consomem energia de maneira intensiva.

O próximo passo da campanha envolverá as centenas de milhões de computadores pessoais, portáteis ou de mesa, que estão espalhados pelos domicílios de todo o mundo.

A Microsoft, a organização sem fins lucrativos Climate Savers Computing Initiative e uma empresa iniciante chamada Verdiem estão se unindo para destacar as oportunidades de economizar energia em computadores pessoais, e distribuindo uma ferramenta de software gratuita para ajudar os consumidores a fazê-lo.

A economia potencial em termos de dólares e de redução na poluição é imensa, dizem os analistas, se levarmos em conta o total de um bilhão de computadores pessoais em uso no planeta. O grupo de pesquisa Gartner estima que 40% das emissões de dióxido de carbono resultantes da tecnologia da informação e da telecomunicação estejam relacionadas aos computadores pessoais. Os computadores instalados em centros de processamento de dados respondem por 23%, e impressoras e equipamento de telecomunicações respondem pelo restante.

"Caso você deseje enfrentar as alterações climáticas e conter o uso de energia, terá de lidar com equipamentos como os computadores pessoais", disse Andrew Fanara, especialista em desenvolvimento de produtos que trabalha no programa Energy Star da Agência de Proteção Ambiental (EPA), que promove práticas e produtos mais eficientes em termos ecológicos.

Por mais de uma década, o programa federal Energy Star vem desenvolvendo padrões de adesão voluntária quanto à redução no consumo de energia dos computadores pessoais, e fornecedores como Intel e Microsoft vêm melhorando constantemente a eficiência energética de seus chips e software. Mas Fanara estimou que menos de metade dos computadores pessoais atendam a esses padrões, em parte porque hardware de maior eficiência energética tende a elevar ligeiramente os custos de produção. "Existem um potencial imenso de redução potencial de consumo, para além do que o Energy Star poderia fazer", ele disse.

O software gratuito, chamado Edison, é uma versão ao consumidor do software de economia de energia vendido a clientes empresariais pela Verdiem, uma empresa financiada pela Kleiner Perkins Caufield & Byers, uma importante empresa de capital para empreendimentos e investidora agressiva em tecnologias ecológicas, bem como por outros grupos de capital para empreendimentos.

A Verdiem, sediada em Seattle, tem 180 clientes empresariais e governamentais, entre os quais a Hewlett-Packard, que inclui o Surveyor, um software da Verdiem, nos computadores que vende a empresas. Ainda que ele não tenha revelado os números de vendas, o presidente-executivo da empresa, Kevin Klustner, diz que a receita deve triplicar este ano.

Existem outras ferramentas gratuitas para o cálculo e administração do consumo de energia dos consumidores pessoais, incluindo o EZ Wizard, da EPA, o CO2 Saver e um sistema de economia de energia desenvolvido pelo Google. Mas o Edison oferece mais flexibilidade ao consumidor, especialmente ao permitir que ele adote padrões tão severos ou tão flexíveis quando deseje, dizem os analistas.

Caso o usuário programe o software de maneira a colocar a máquina em "sono profundo" depois de poucos minutos sem uso, os discos rígidos são desativados, e o computador passa a consumidor 5% da energia que utiliza normalmente.

Essa forma de dieta de energia está longe de ser prática padrão em residências e escritórios. Metade da eletricidade consumida por um computador comum é desperdiçada, de acordo com estudos setoriais e ambientais.

As contas de energia domésticas poderiam ser reduzidas em entre US$ 20 e US$ 95 ao ano, a depender dos custos locais de energia e do tipo de computadores em uso, diz Klustner. "O que estamos tentando é gerar mais visibilidade quanto ao problema do consumo de energia pelos computadores de mesa, e realmente levar os sistemas de administração de energia às massas", ele disse.

A Climate Savers, uma organização que abarca diversas empresas e grupos ambientais, estabeleceu como meta reduzir as emissões de dióxido de carbono relacionadas a computadores em 54 milhões de toneladas até 2010. Isso é o equivalente à poluição anual gerada por 11 milhões de automóveis. O objetivo engloba tanto os computadores de centros de processamento de dados quanto os domésticos, e cerca de metade desses computadores são utilizados pelos consumidores comuns.

"Essa espécie de recurso de economia de energia oferecido diretamente ao consumidor é um ingrediente essencial no avanço em direção a esse objetivo", disse Rob Bernard, vice-presidente de desenvolvimento ambiental estratégico da Microsoft.

As empresas dizem que o software Edison deve estar disponível para download a partir desta semana nos sites da Verdiem (verdiem.com), Microsoft (microsoft.com/environment) e Climate Savers (climatesaverscomputing.org).

Tradução: Paulo Migliacci ME


The New York Times

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Link - Sua vida digital

Link - Sua vida digital

14/07/2008
Cadeia para quem usa iPhone no Brasil?
ArtEstado
Lei, polêmica e internet

PEDRO DÓRIA

Anda a galopes a petição online contra o projeto de lei do senador tucano Eduardo Azeredo, aprovado na última quarta-feira no Senado. Já juntou uma penca de assinaturas e segue semana afora para reunir mais umas dezenas de milhares.

O projeto trata de pôr em lei quais os crimes digitais. É o tipo da lei ampla que o Brasil precisa. Ele sai incluindo novos capítulos no Código Penal, no Código Penal Militar, modifica outras leis. O texto aprovado é muito melhor do que aquele proposto inicialmente. Ainda assim, tem pelo menos um problema sério que salta aos olhos.

“Acessar, mediante violação de segurança, rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, protegidos por expressa restrição de acesso” passa a ser crime. Dá pena de um a três anos de cadeia e multa. Ao ler isto, logo vem à mente a imagem de um hacker tentando driblar a segurança do banco da esquina para coletar uma fortuna.

Bem, há um problema aí. O que o hacker que desviava dinheiro de um banco pela internet faz já é crime. Roubo é roubo, não importa o método. Outras coisas, no entanto, passaram a ser crime. Exemplo simples: todos os que andam com iPhones por aí seriam criminosos conforme a nova lei.

O iPhone de primeira geração, da Apple, vem bloqueado de fábrica para ser usado apenas em uma operadora. Como não era vendido no Brasil, não havia a obrigatoriedade de que aparelhos desbloqueados também estivessem à venda. Era um “dispositivo de comunicação protegido por expressa restrição de acesso” que só poderia ser usado “mediante violação de segurança”. O jovem executivo lustroso ali pela Paulista com seu iPhone, mostrando-o alegre que só para a mocinha sua última paquera? Três anos de cadeia.

O mundo digital, por essência, é de uso genérico. Um mesmo computador pode funcionar como caixa 24 horas, terminal de acesso a email, processador de textos ou toca-discos digital para um DJ no comando da festa. A máquina é rigorosamente a mesma. O software faz com que tenha usos em todo distintos. A máquina que você comprou, um “sistema informatizado” ou “dispositivo de comunicação”, é sua ou de quem a vendeu?

O que esta lei faz é determinar que o uso final da máquina seja dado pelo fabricante. Se ele puser um “dispositivo de segurança” e você usá-la de forma não prevista, cadeia e multa. O resultado, evidentemente, é que esta lei coíbe inovação. Vai mais: ela não apenas dá poderes que a legislação de outros países do mundo não dão aos fabricantes como escreve regras sobre aparelhos que sequer foram inventados. É, portanto, uma lei que afasta quem desenvolve tecnologia do Brasil. Se, ao remexer num aparelho de GPS para desenvolver um uso inovador você corre o risco de ir em cana, é melhor fazê-lo na Argentina.

O senador Azeredo, relator do projeto, argumenta que ele faz com que o Brasil tenha leis compatíveis com a Convenção de Budapeste para Cibercrimes. Não é verdade: seu projeto é muito mais rigoroso. De acordo com a Convenção, o acesso ao “sistema informatizado” só é crime se intencional. Na versão tupinambá, é crime e ponto. A Convenção não trata de “dispositivos de comunicação”, isso é invenção de Azeredo.

O Brasil não é signatário da Convenção de Budapeste, não tem qualquer obrigação. Quase ninguém a assinou. Os EUA só o fizeram depois de várias salvaguardas, dizendo que não a aplicariam em vários pontos pois consideram que a Convenção viola o direito à livre expressão, sacralizado por sua Constituição.
Nem todo advogado da área com quem conversei é contra a lei. Renato Opice Blum, por exemplo, argumenta que leis nunca são perfeitas e, afinal, precisávamos de uma para cibercrimes. É verdade. Agora, o projeto será votado na Câmara e seguirá para sanção presidencial. Um veto nos artigos 285-A e 285-B basta para deixá-la muito melhor.

*pedro.doria@grupoestado.com.br

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Um dia de sangue


Iniciativa do Fabio (http://vista-se.com.br/site/).
Muitas pessoas se recusam a fazer a conexão entre o animal que foi morto e a carne em seus pratos. Existe um trajeto extremamente cruel entre a "produção" (????) e o abate, simplesmente para satisfazer o paladar humano. É perfeitamente possível (e mais simples do que se possa imaginar) deixar de consumir alimentos e derivados do sofrimento animal. É hora de parar com esse insano derramamento de sangue.
Existem muitos sites e informações disponíveis para quem quiser parar de se alimentar de morte e sofrimento. Um bom começo é o http://sejavegetariano.com.br . Lá é possível ter informações básicas sobre vegetarianismo, além de links para outros sites.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Grupo é preso por roubar pênis com magia negra

Quando a gente acha que já viu de tudo, aparece mais uma. As pessoas são, realmente, uma caixinha de surpresas...

Mundo

Quarta, 23 de abril de 2008, 11h07 Atualizada às 11h26

Grupo é preso por roubar pênis com magia negra

Treze suspeitos de feitiçaria foram presos na República Democrática do Congo sob a acusação de usar magia negra para roubar órgãos genitais masculinos em Kinshasa, capital do país africano. Segundo informações da agência Reuters, a prisão aconteceu depois que a população tentou linchar o grupo nas ruas da cidade.
Roubos de pênis não são incomuns no oeste da África, onde a crença em religiões tradicionais e em magia negra ainda é freqüente. E o uso de sangue e de partes do corpo humano geralmente faz parte desses rituais. Em Kinshasa, onde moram oito milhões de pessoas, os rumores de roubo de pênis começaram na semana passada.
Rapidamente as emissoras de rádio espalharam a notícia. Ouvintes avisavam para que as pessoas tomassem cuidados com passageiros usando anéis de ouro em táxis coletivos, meio de transporte comum na cidade. Supostas vítimas disseram à polícia que os feiticeiros simplesmente os tocavam, fazendo o pênis desaparecer ou se contrair.
Em alguns casos, segundo as testemunhas, houve tentativas de extorsão com a promessa de cura. A polícia revolveu prender os acusados e também algumas das vítimas em um esforço de evitar um derramamento de sangue similar ao acontecido há uma década, quando 12 suspeitos de roubar genitálias foram espancados até a morte.
Redação Terra

quinta-feira, 27 de março de 2008

Photoshop ganha versão online gratuita - Terra - Hardware & Software



Photoshop ganha versão online gratuita - Terra - Hardware & Software


Hardware & Software
Quinta, 27 de março de 2008, 10h15 Atualizada às 11h32

Photoshop ganha versão online gratuita


Está disponível na Internet uma versão gratuita do Photoshop, software popular para edição de imagenss. Basta acessar o site www.photoshop.com/express, que oferece ainda opções para montagem de galerias e 2 GB de espaço para o armazenamento de imagens.
A idéia da Adobe Systems com a nova ferramenta, ainda em fase de testes, é conquistar a nova geração de internautas que usa a web para editar, guardar e exibir suas fotos.
Não é necessário fazer nenhum download, já que a ferramenta é online. O usuário precisa apenas fazer um registro no site e depois pode acessar sua conta a partir de qualquer computador. O programa é compatível com todos os sistemas operacionais e browsers.
Feito o registro, comece a usar sua conta: suba fotos, crie galerias, navegue pelas fotos de outros usuários, compartilhe.
O lançamento marca a entrada da Adobe no mercado de programas online, concorrendo com aplicações como o Picasa, do Google (que também permite compartilhar as imagens), Shutterfly e Picnik, entre outros, que já estão há mais tempo presentes neste mercado.
Redação Terra

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Monólogo La Agrado (Antonia San Juan - Todo Sobre Mi Madre)

Todo sobre mi madre (Tudo sobre minha mãe)- Almodóvar, 1999 - ganhou Oscar de melhor filme estrangeiro. Nele Almodóvar faz várias citações ao filme All about Eve (A Malvada - 1950), a começar pelo título. Nesta cena o travesti La Agrado (Antonia San Juan) fala sobre ser original.

all about eve

Já que estamos em clima de Oscar, aqui vai uma dica: All About Eve (A Malvada), 1950, recebeu 6 Oscars: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro, Melhor Ator Coadjuvante (George Sanders), Melhor Figurino em Preto e Branco e Melhor Som. Foi ainda indicado nas seguintes categorias: Melhor Atriz (Bette Davis e Anne Baxter), Melhor Atriz Coadjuvante (Celeste Holm e Thelma Ritter), Melhor Direção de Arte em Preto e Branco, Melhor Fotografia em Preto e Branco, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

O mecanismo da dependência do cigarro

Vídeo-animação de Donna DeSmet e Jason Guerrero/Hurd Studios, premiado pela revista Science, mostra como a nicotina age no cérebro para criar dependência.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Mae West in I'm No Angel Trailer

Filme de 1933, I'm no angel foi escrito e estrelado por Mae West, no papel de Tira, e teve Cary Grant como Jack Clayton. A maior parte dos seus filmes foi fortemente censurada (embora este, em especial, não tenha recebido tantos cortes ou mudanças), e ela é citada como um dos fatores que influenciaram a adoção que se seguiu de um código de conduta bastante estrito nas produções de Hollywood.

Alguns diálogos de I'm no angel:

Rajah (a fortuneteller): Ah, you have a wonderful future. I see a man in your life.Tira: What, only one?


Tira: Beulah, peel me a grape.


Tira: It's not the men in your life that counts, it's the life in your men.


Tira: When I'm good I'm very good. But when I'm bad I'm better.


Jack Clayton: Look darling, you need a rest and so do I. Let me take you away somewhere. We'll...Tira: Would you call that a rest?Jack Clayton: What are you thinking about?Tira: Same thing you are.


Tira: I ain't never done this before. Marriage is a new kind of racket for me.

Eclipse lunar total poderá ser visto nesta quarta no Brasil

AP
Eclipse lunar total ocorrido em agosto de 2007

Estadao.com.br :: Vida & :: Eclipse lunar total poderá ser visto nesta quarta no Brasil

SÃO PAULO - Entre a noite desta quarta-feira, 20, e a madrugada da quinta-feira, 21, ocorrerá um eclipse lunar total, o primeiro de 2008. O fenômeno poderá ser observado de todo o território brasileiro.

Todas as fases do eclipse serão visíveis no País, se as condições meteorológicas forem propícias. A fase total durará cinqüenta minutos e ocorrerá entre 00h01 e 00h51.

O eclipse lunar é causado pela sombra da Terra projetada na Lua, quando o planeta fica entre o Sol e o satélite.

No eclipse total, a Lua, na maioria das vezes, assume uma intensa coloração vermelha, como a do entardecer, por cerca de 90 minutos.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Nanotecnologia usa movimento do corpo para gerar energia


Nanotecnologia usa movimento do corpo para gerar energia
Atrito entre fibras revestidas de metal gera potência poderá ser suficiente para alimentar um celular
As fibras do tecido especial, em ilustração do Georgia Institute of TechnologySÃO PAULO - Peças de roupa capazes de transformar a energia das passadas, ou mesmo dos batimentos cardíacos, em eletricidade suficiente para alimentar um telefone celular ou um iPod poderão chegar ao mercado por volta de 2013, diz o cientista Zhong Lin Wang, do Instituto de Tecnologia da Georgia (EUA). Ele é um dos criadores da fibra básica desse novo material, descrito na edição desta semana da revista Nature.

"Isso (o prazo de chegada ao mercado) depende da próxima fase da pesquisa", disse Wang. "Minha estimativa é de cinco anos".

Wang e seus colegas usaram nanotecnologia para revestir fios de Kevlar - a fibra usada em coletes à prova de balas - com minúsculos bastões radiais de óxido de zinco, cada um com de 50 a 200 nanômetros (bilionésimos de metro) de diâmetro e 3,5 micrômetros (milionésimos de metro) de comprimento.

Em comparação, um fio de cabelo humano tem cerca de 100 micrômetros de espessura.

Vistas em fotos de microscópio eletrônico, as fibras de Kevlar revestidas assemelham-se a florestas densas, onde os bastões de zinco assumem o papel de "árvores".

No arranjo experimental descrito na Nature, esse fio foi envolto por outro produzido da mesma forma, mas cujo revestimento de zinco havia sido folheado a ouro. O contato entre os fios foi executado de modo que suas respectivas "florestas" acabassem emaranhadas.

"Usamos ouro porque era o que havia no laboratório", explica Wang. "Outros metais, como alumínio ou cobre, teriam funcionado do mesmo modo". A camada depositada de metal precioso tinha 300 nanômetros de espessura.

Um sistema mecânico então foi montado para esticar e relaxar o fio central do emaranhado em ritmo lento, simulando o tipo de estresse que fibras de roupa sofrem com os movimentos normais do corpo humano. Com isso, os bastões revestidos de ouro passaram a pressionar os bastões do fio em movimento.

Como o óxido de zinco é um material piezoelétrico - que pode gerar corrente elétrica quando pressionado ou deformado - o resultado foi a conversão da energia do movimento em potência elétrica.

A equipe de Wang afirma que deverá ser possível usar a mesma técnica para criar fontes de energia "flexíveis, dobráveis e vestíveis em qualquer forma, como uma 'camisa elétrica'".

O trabalho estima que uma trama desses fios poderá de gerar entre 20 e 80 miliwatts por metro quadrado de tecido. "Em média, um iPod ou celular consome cerca de 100 miliwatts, uma vez em uso", diz Wang. "Ao acumular a carga gerada enquanto o aparelho está em stand-by, deverá ser possível energizá-lo sempre que necessário".

O pesquisador afirma ainda que aperfeiçoamentos no design e nos materiais usados para criar as fibras piezoelétricas poderão melhorar a eficiência desse tipo de tecido.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Daniel Piza - Da informação à sabedoria

Daniel Piza - Da informação à sabedoria



09.02.08
Da informação à sabedoria
por Daniel Piza Seção:
comportamento s 09:49:19.

T.S. Eliot fez em poema algumas perguntas que não poderiam ser mais atuais: “Onde a vida que perdemos no viver? Onde a sabedoria que perdemos no conhecimento? Onde o conhecimento que perdemos na informação?” Hoje vivemos na chamada Era da Informação, mas me parece claro que o conhecimento individual não aumentou, muito menos a sabedoria... Eliot, poeta e ensaísta americano que foi um dos gênios do século 20, tocou no ponto certo ao distinguir esses três níveis: informação, conhecimento e sabedoria. No entanto, acho fundamental que se diga que não é por culpa da informação que não temos conhecimento, nem por culpa do conhecimento que não temos sabedoria.
Está mais do que na hora de usar os termos adequados para cada coisa. O que muitas vezes é classificado como “informação” deveria, na verdade, ser chamado de “dado”. Se você disser, por exemplo, que John Maynard Keynes é “um economista inglês”, terá apenas um dado. Se souber resumidamente o que Keynes pensava – a tese de que a máquina pública tem papel essencial na recuperação das economias em recessão, porque seu déficit impulsiona a atividade a tal ponto que será superado depois de alguns anos –, então terá uma informação, ou seja, um dado contextualizado com outros dados. E se você entender que Keynes desenvolveu essa tese justamente quando o Ocidente vivia a crise do entre-guerras, e que mais tarde reviu suas idéias em função do cenário posterior à Segunda Guerra, então terá conhecimento, ou seja, um conjunto de informações vistas em seu peso relativo, em seu valor específico.
E a sabedoria? A sabedoria é o conhecimento transformado em modo de vida. Não existe uma fórmula perfeita para a existência, mas a sabedoria se revela na forma como um indivíduo não permite que esse conhecimento seja fossilizado em certezas perenes, em presunção imutável. Um economista seria sábio se tentasse pensar o que Keynes pensaria caso estivesse em seu lugar e tempo, apenas como exercício de percepção, e não se quisesse repetir Keynes. O próprio Keynes seria o primeiro a dizer que, se os fatos mudam, as opiniões devem mudar também. Mas sabedoria não é ter a opinião certa, é mantê-la aberta. Para isso servem os dados e as informações: para que o conhecimento seja sempre revisto.
“Depois de tanto conhecimento, qual perdão?”, perguntou ainda Eliot, que era tão conservador que se dizia “monarquista, anglicano e classicista”. Ter muito conhecimento não é pecado. Pecado é esquecer que não existe conhecimento disponível no mundo para que saibamos tudo, para que deixemos de ser ignorantes sobre tantas coisas dentro e fora de nós mesmos. Sábio é sempre duvidar do que se conhece. Só assim a vida será vivida em sua grandeza, em vez de desperdiçada. Acesso às informações já temos. Falta saber o que faremos com elas.