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segunda-feira, 9 de março de 2009

Robô programado para amar tem "ataque obsessivo" - Terra - Robôs

Robô programado para amar tem "ataque obsessivo" - Terra - Robôs

Um robô programado para simular emoções humanas agiu fora do normal após passar um dia com uma pesquisadora. Ele tentou evitar que ela fosse embora, bloqueando a porta de passagem, e ficou exigindo abraços. A história está contada em diversos sites e blogs.

Kenji, um robô da Robotic Akimu, empresa ligada à Toshiba, foi programado para emular todo tipo de emoção humana, inclusive o amor. Depois de uma assistente de pesquisa passar vários dias com o robô para estudar seu comportamento e instalar novas rotinas de aplicativos, ele acabou aparentemente perdendo o controle.

Em um desses dias, quando a pesquisadora tentou ir embora, se surpreendeu ao encontrar Kenji na porta que dava passagem para a saída. Além de se recusar a desbloquear a passagem, o robô começou a abraçar a assistente de pesquisa repetidamente.

Ela só pôde sair após pedir socorro por telefone a outros membros da equipe que estavam fora da sala. Eles conseguiram desligar o robô pelas suas costas. O site CrunchGear relata que, além dos abraços, Kenji expressava seu amor pela vítima com ruídos estranhos.

De acordo com o site Geekologie, o Dr. Takahashi, um dos pesquisadores envolvidos no projeto, anunciou que Kenji deve ser desligado permanentemente. Mas o cientista, otimista, declarou que espera produzir outro robô que tenha sucesso onde Kenji falhou.

"Esse foi apenas um pequeno contratempo. Tenho plena fé que um dia viveremos lado a lado com eles, e que até possamos amar e ser amados por robôs", disse.

Geek

quarta-feira, 4 de março de 2009

Zona rural da Indonésia usa panelas para se conectar à internet - Estadao.com.br

Zona rural da Indonésia usa panelas para se conectar à internet - Estadao.com.br

Zona rural da Indonésia usa panelas para se conectar à internet

'Wajanbólicas' utilizam tubos de PVC e adaptador wi-fi para captar sinal, transmitido por emissoras de rádio locais

Juan Palop, da Efe

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'Wajanbólicas', sucesso na Indonésia

Efe

'Wajanbólicas', sucesso na Indonésia

JACARTA - A população mais pobre da ilha de Java, na Indonésia, tenta de todos as formas não ficar à margem da informação: em um prodigioso engenho, desenvolveram uma antena wi-fi para se conectarem a internet a partir da "wajan", uma panela tradicional semelhante ao "wok". "É um sucesso: elas são baratas, tornam acessível a informação, estimulam a comunicação e familiarizam as comunidades rurais com os meios de difusão", disse Edwin Jurriens, professor universitário australiano especializado em língua e cultura indonésias.

As "wajanbólicas" são rústicas antenas construídas a partir de uma "wajan" atravessada por um tubo de PVC com um adaptador wi-fi USB em seu interior. Esta é a pedra fundamental de uma nova iniciativa comunitária que tem por objetivo conectar a Indonésia rural com a rede. Os outros dois elementos necessários são um computador e a emissora de rádio local.

"O sinal de internet é transmitido pela antena da rádio local. Isto significa que a comunidade só precisa assinar uma internet, a da emissora", acrescenta Jurriens. A iniciativa começou em 2007, a partir de um modelo desenvolvido pelo guru indonésio das telecomunicações Onno Purbo, e começa a se difundir nas zonas rurais e empobrecidas do centro de Java, onde a conexão à mais barata das redes de internet toma um terço do salário médio na região.

Por enquanto, as "wajanbólicas" se instalaram em cerca de dez povados próximos a Yogyakarta, assim como em escolas educativos e universidades. Diversas oficinas de promoção, algumas com apoio público, estão divulgando suas possibilidades pelo arquipélago indonésio, um país com graves carência de infraestrutura e cerca de 100 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza.

A Indonésia tem 25 milhões de internautas, 10% de sua população, dos quais somente 241 mil possuem conexão de banda larga, segundo os dados da Associação de Provedores da internet da Indonésia (APJII) e a União Internacional das Telecomunicações (ITU). Nestas condições, Edwin Jurriens está convencido que as "wajanbólicas" têm potencial para se popularizarem em todo o país por anos.

Além disso, o acesso à internet também possibilita a comunicação entre os membros das comunidades, o que está fomentando a criação de conteúdos próprios, em formato escrito e audiovisual; e obrigando os governos locais a informar seus cidadãos. As antenas "Wajan" estão "tornando mais transparentes os processos de tomada de decisão das pequenas cidades", argumenta o professor australiano.

Jurriens considera que estes aparelhos são um grande passo para contribuir com o desenvolvimento econômico e democrático da área rural indonésia e de outros países em desenvolvimento. "Para as comunidades locais, o custo de receber e trocar informação relevante é frequentemente alto demais", afirma. "A internet comunitária pode fornecer alternativas para fechar o abismo entre ricos e pobres em termos de informação, e estimular uma distribuição mais justa do conhecimento."

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Cientistas criam teletransporte por meio da luz -

Cientistas criam teletransporte por meio da luz -

Kenneth Chang

Estados Unidos


Sem o drama da frase de Alexander Graham Bell ao telefone, "Senhor Watson, venha cá!", ou o charme do Star Trek original, cientistas conseguiram ainda assim um marco nas comunicações: teletransportar a identidade quântica de um átomo para outro a alguns centímetros de distância.

A engenhoca responsável é um misto de câmara de vácuo, fibra ótica, lasers e divisores óticos semitransparentes no laboratório do Instituto Joint Quantum em Maryland, nos Estados Unidos. Mesmo no futuro distante, o teletransporte da série Star Trek provavelmente continuará uma fantasia, mas o mecanismo pode se tornar um importante componente em novos tipos de comunicação e computação.

O teletransporte quântico depende do entrelaçamento, um dos mais estranhos dos já muito estranhos aspectos da mecânica quântica. Duas partículas podem se "entrelaçar" em uma entidade única, uma mudança em uma instantaneamente modifica a outra mesmo se ela estiver a grandes distâncias. Físicos já demonstraram que conseguem usar o teletransporte para transferir informação de um fóton para outro e entre átomos próximos. Na nova pesquisa, os cientistas usaram a luz para transferir informação quântica entre dois átomos bem separados.

"Essa abordagem híbrida que demonstramos parece ser uma forma interessante de prosseguir," disse Christopher Monroe, físico da Universidade de Maryland e autor de um artigo descrevendo a pesquisa na edição de 23 de janeiro do periódico Science.

Os computadores digitais atuais armazenam informações com os números zero e um. Em um futuro computador quântico, um bit de informação poderá ser tanto zero quanto um ao mesmo tempo (em essência, o resultado de um jogo de cara ou coroa quântica seria tanto cara quanto coroa até que alguém de fato olhasse para a moeda, instante no qual a moeda se tornaria imediatamente uma das duas faces.) Em teoria, um computador quântico poderia calcular certos tipos de problemas muito mais rápido que computadores digitais.

No experimento, os dois íons de itérbio, resfriados a uma fração de um grau acima do zero absoluto, serviram de moedas quânticas. Um pulso de microondas registrou uma informação quântica em um deles; um segundo pulso de microondas pôs o íon no estado de probabilidades iguais de um cara ou coroa.

Um laser então induziu cada íon a emitir exatamente um fóton, coletado por uma lente e guiado através da fibra ótica para o divisor ótico, que poderia refletir os fótons ou deixá-los passar. Dois detectores os capturaram e então registraram os fótons. Como não se sabe qual fóton veio de qual átomo, os fótons ficaram "entrelaçados", significando que o comportamento das duas partículas pode ser explicado por apenas uma equação, embora não estivessem no mesmo lugar. E, estranhamente, já que os fótons foram emitidos pelos íons, os dois íons também se entrelaçaram.

"Essa é a mágica do entrelaçamento," disse Monroe. "Agora, os átomos estão entrelaçados. Os fótons não são mais importantes." A informação no primeiro íon foi então medida de uma forma que não a revelou e que a teleportou ao segundo íon.

Pela repetição do experimento e com muitas medições do segundo íon, os pesquisadores de Maryland e da Universidade de Michigan confirmaram que o segundo íon continha a informação que havia sido originalmente escrita no primeiro íon. O método não é particularmente prático no momento, porque falha quase todas as vezes. Apenas uma em cada 100 milhões de tentativas de teletransporte é bem-sucedida, levando 10 minutos para transferir um bit de informação quântica.

"Precisamos melhorar isso," disse Monroe. Mas ele disse que uma taxa de sucesso de um em 10 mil seria alta o suficiente para alguns usos. Tais sistemas poderiam ser usados como "repetidores quânticos" - lendo a informação de um fóton e então marcando essa informação em um novo fóton para o próximo salto de sua jornada de comunicação.

The New York Times

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Cirurgia devolve virgindade e vida a mulheres muçulmanas Terra - Saúde

Cirurgia devolve virgindade e vida a mulheres muçulmanas Terra - Saúde

Elaine Sciolino e Souad Mekhennet

França



A operação que estava sendo realizada em uma clínica privada no Champs-Elysées, em Paris, envolvia um corte de forma semicircular, 10 pontos de sutura degradável e um preço de US$ 2,9 mil, com desconto. Mas para a paciente de 23 anos, uma francesa de ascendência marroquina natural da cidade de Montpellier, o procedimento de 30 minutos representava a chave para uma nova vida: a ilusão de virgindade.

» Veja: cirurgia devolve a virgindade

Como cada vez mais mulheres muçulmanas que vivem na Europa, ela passou por uma himenoplastia, ou restauração do hímen, a fina membrana vaginal que normalmente só é rompida quando do primeiro intercurso. "Em minha cultura, não ser virgem é sujo", disse a estudante, acomodada em uma cama de hospital e à espera de cirurgia, na quinta-feira. "No momento, a virgindade é mais importante que a vida, para mim".

À medida que cresce a população muçulmana da Europa, muitas jovens muçulmanas se vêem apanhadas entre as liberdades que a sociedade européia propicia e o apego das gerações de seus pais e avós às tradições mais profundas.

Ginecologistas informam que, nos últimos anos, mais mulheres muçulmanas vêm requisitando certificados de virgindade para que os ofereçam como prova a seus potenciais parceiros matrimoniais. Isso, por sua vez, gerou demanda entre os cirurgiões plásticos por operações de substituição de hímen, as quais, caso conduzidas devidamente, dizem eles, não podem ser detectadas e servirão, na noite de núpcias, para produzir o sangramento vaginal que é tido como prova de virgindade.

O serviço é anunciado abertamente na Internet; pacotes de turismo médico estão disponíveis para realizar a operação em países como a Tunísia, onde ela sai ainda mais barato. "Caso você seja uma mulher muçulmana criada nas sociedades européias, mais abertas, é muito fácil terminar fazendo sexo antes do casamento", disse o Dr. Hicham Mouallem, que trabalha em Londres e realiza esse tipo de cirurgia. "Assim, se a mulher deseja se casar com um muçulmano e não quer enfrentar problemas, ela pode tentar recapturar a virgindade".

Não existem estatísticas confiáveis sobre o procedimento, porque ele é realizado principalmente em clínicas privadas, e em alguns casos não é coberto pelos planos de saúde públicos, bancados por impostos.

Mas o tema da restauração do hímen é tão discutido que se tornou até tema de uma comédia que estréia nos cinemas da Itália esta semana. Corações Femininos conta a história de uma mulher nascida no Marrocos e radicada na Itália, que decide viajar a Casablanca para passar pela operação.

Um personagem brinca que ela deseja devolver ao zero o marcador de quilometragem de seu corpo. "Compreendemos que aquilo que víamos como uma prática esporádica na verdade era bastante comum", diz Davide Sordella, o diretor do filme. "Essas mulheres podem viver na Itália, adotar nossa mentalidade e vestir jeans, mas nos momentos realmente importantes elas nem sempre têm a força de contrariar sua cultura".

A questão é especialmente controversa na França, onde um debate renovado e como sempre feroz está sendo travado sobre um preconceito que muitos consideravam enterrado desde a revolução sexual do país, 40 anos atrás: a importância da virgindade feminina.

O furor público surgiu com a revelação, duas semanas atrás, de que um tribunal de Lille, no norte da França, havia anulado o casamento de dois muçulmanos franceses, realizado em 2006, porque o noivo descobriu que, ao contrário do que alegava, sua noiva não era virgem.

O drama doméstico tomou conta do país. O noivo, um engenheiro na casa dos 30 anos, cujo nome não foi divulgado, deixou o leito conjugal e anunciou aos convidados da festa de casamento, que ainda continuava, que sua noiva havia mentido sobre o passado. A mulher foi deixada na porta da casa de seus pais.

No dia seguinte, ele procurou um advogado, para anular o casamento. A noiva, então estudante de enfermagem, na casa dos 20 anos, confessou ter mentido, no tribunal, e disse que aceitava a anulação.

A decisão judicial não menciona a religião. Baseia-se, em lugar disso, no conceito de quebra de contrato, concluindo que o engenheiro havia aceitado o casamento com ela depois que sua futura mulher lhe foi descrita como "pura e casta".

Na França republicana e laica, o caso acaba envolvendo diversos assuntos delicados: a intrusão da religião na vida cotidiana; os motivos que podem justificar a dissolução legal de um casamento; e a igualdade dos sexos.

Esta semana surgiram apelos no Legislativo pela renúncia de Rachida Dati, a ministra da Justiça francesa, que anunciou que acataria a decisão, inicialmente. Dati, que é muçulmana, recuou e decretou um recurso.

Algumas feministas, advogados e médicos afirmam que a aceitação pelo país do papel central da virgindade, em um casamento, poderia encorajar mais mulheres muçulmanas francesas de origem africana ou árabe a recorrer a cirurgias de restauração de hímen. Há muito debate quanto a isso, para tentar determinar se as cirurgias representam um ato de liberação ou de repressão.

"O julgamento representou uma traição às muçulmanas da França", disse a escritora feminista Elisabeth Badinter. "Envia a essas mulheres uma mensagem de desespero ao alegar que a virgindade importa aos olhos da lei. Mais mulheres dirão a si mesmas que não podem correr esse risco, e por isso precisam recriar sua virgindade".

O drama da noiva rejeitada persuadiu a estudante de Montpellier a realizar a cirurgia. Ela insiste em que nunca fez sexo, e que só descobriu que seu hímen havia sido rompido, segundo ela em um acidente de equitação quando ela tinha 10 anos, ao tentar obter um certificado de virgindade que iria apresentar ao namorado e à família dele. "Subitamente, ser virgem voltou a ser importante na França", ela disse. "Compreendi que eu poderia ser vista exatamente como a mulher de que todo mundo está falando na televisão".

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times

domingo, 10 de agosto de 2008

PCs são novo alvo para diminuir consumo de energia - Terra - Eletrônicos

Em seu esforço por se tornar mais ecológico, o setor de tecnologia até o momento vem se concentrando primordialmente em grandes alvos, como as maiores empresas e especialmente os centros de processamento de dados, que servem como salas de máquinas à economia estruturada pela Internet e consomem energia de maneira intensiva.

O próximo passo da campanha envolverá as centenas de milhões de computadores pessoais, portáteis ou de mesa, que estão espalhados pelos domicílios de todo o mundo.

A Microsoft, a organização sem fins lucrativos Climate Savers Computing Initiative e uma empresa iniciante chamada Verdiem estão se unindo para destacar as oportunidades de economizar energia em computadores pessoais, e distribuindo uma ferramenta de software gratuita para ajudar os consumidores a fazê-lo.

A economia potencial em termos de dólares e de redução na poluição é imensa, dizem os analistas, se levarmos em conta o total de um bilhão de computadores pessoais em uso no planeta. O grupo de pesquisa Gartner estima que 40% das emissões de dióxido de carbono resultantes da tecnologia da informação e da telecomunicação estejam relacionadas aos computadores pessoais. Os computadores instalados em centros de processamento de dados respondem por 23%, e impressoras e equipamento de telecomunicações respondem pelo restante.

"Caso você deseje enfrentar as alterações climáticas e conter o uso de energia, terá de lidar com equipamentos como os computadores pessoais", disse Andrew Fanara, especialista em desenvolvimento de produtos que trabalha no programa Energy Star da Agência de Proteção Ambiental (EPA), que promove práticas e produtos mais eficientes em termos ecológicos.

Por mais de uma década, o programa federal Energy Star vem desenvolvendo padrões de adesão voluntária quanto à redução no consumo de energia dos computadores pessoais, e fornecedores como Intel e Microsoft vêm melhorando constantemente a eficiência energética de seus chips e software. Mas Fanara estimou que menos de metade dos computadores pessoais atendam a esses padrões, em parte porque hardware de maior eficiência energética tende a elevar ligeiramente os custos de produção. "Existem um potencial imenso de redução potencial de consumo, para além do que o Energy Star poderia fazer", ele disse.

O software gratuito, chamado Edison, é uma versão ao consumidor do software de economia de energia vendido a clientes empresariais pela Verdiem, uma empresa financiada pela Kleiner Perkins Caufield & Byers, uma importante empresa de capital para empreendimentos e investidora agressiva em tecnologias ecológicas, bem como por outros grupos de capital para empreendimentos.

A Verdiem, sediada em Seattle, tem 180 clientes empresariais e governamentais, entre os quais a Hewlett-Packard, que inclui o Surveyor, um software da Verdiem, nos computadores que vende a empresas. Ainda que ele não tenha revelado os números de vendas, o presidente-executivo da empresa, Kevin Klustner, diz que a receita deve triplicar este ano.

Existem outras ferramentas gratuitas para o cálculo e administração do consumo de energia dos consumidores pessoais, incluindo o EZ Wizard, da EPA, o CO2 Saver e um sistema de economia de energia desenvolvido pelo Google. Mas o Edison oferece mais flexibilidade ao consumidor, especialmente ao permitir que ele adote padrões tão severos ou tão flexíveis quando deseje, dizem os analistas.

Caso o usuário programe o software de maneira a colocar a máquina em "sono profundo" depois de poucos minutos sem uso, os discos rígidos são desativados, e o computador passa a consumidor 5% da energia que utiliza normalmente.

Essa forma de dieta de energia está longe de ser prática padrão em residências e escritórios. Metade da eletricidade consumida por um computador comum é desperdiçada, de acordo com estudos setoriais e ambientais.

As contas de energia domésticas poderiam ser reduzidas em entre US$ 20 e US$ 95 ao ano, a depender dos custos locais de energia e do tipo de computadores em uso, diz Klustner. "O que estamos tentando é gerar mais visibilidade quanto ao problema do consumo de energia pelos computadores de mesa, e realmente levar os sistemas de administração de energia às massas", ele disse.

A Climate Savers, uma organização que abarca diversas empresas e grupos ambientais, estabeleceu como meta reduzir as emissões de dióxido de carbono relacionadas a computadores em 54 milhões de toneladas até 2010. Isso é o equivalente à poluição anual gerada por 11 milhões de automóveis. O objetivo engloba tanto os computadores de centros de processamento de dados quanto os domésticos, e cerca de metade desses computadores são utilizados pelos consumidores comuns.

"Essa espécie de recurso de economia de energia oferecido diretamente ao consumidor é um ingrediente essencial no avanço em direção a esse objetivo", disse Rob Bernard, vice-presidente de desenvolvimento ambiental estratégico da Microsoft.

As empresas dizem que o software Edison deve estar disponível para download a partir desta semana nos sites da Verdiem (verdiem.com), Microsoft (microsoft.com/environment) e Climate Savers (climatesaverscomputing.org).

Tradução: Paulo Migliacci ME


The New York Times

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Link - Sua vida digital

Link - Sua vida digital

14/07/2008
Cadeia para quem usa iPhone no Brasil?
ArtEstado
Lei, polêmica e internet

PEDRO DÓRIA

Anda a galopes a petição online contra o projeto de lei do senador tucano Eduardo Azeredo, aprovado na última quarta-feira no Senado. Já juntou uma penca de assinaturas e segue semana afora para reunir mais umas dezenas de milhares.

O projeto trata de pôr em lei quais os crimes digitais. É o tipo da lei ampla que o Brasil precisa. Ele sai incluindo novos capítulos no Código Penal, no Código Penal Militar, modifica outras leis. O texto aprovado é muito melhor do que aquele proposto inicialmente. Ainda assim, tem pelo menos um problema sério que salta aos olhos.

“Acessar, mediante violação de segurança, rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, protegidos por expressa restrição de acesso” passa a ser crime. Dá pena de um a três anos de cadeia e multa. Ao ler isto, logo vem à mente a imagem de um hacker tentando driblar a segurança do banco da esquina para coletar uma fortuna.

Bem, há um problema aí. O que o hacker que desviava dinheiro de um banco pela internet faz já é crime. Roubo é roubo, não importa o método. Outras coisas, no entanto, passaram a ser crime. Exemplo simples: todos os que andam com iPhones por aí seriam criminosos conforme a nova lei.

O iPhone de primeira geração, da Apple, vem bloqueado de fábrica para ser usado apenas em uma operadora. Como não era vendido no Brasil, não havia a obrigatoriedade de que aparelhos desbloqueados também estivessem à venda. Era um “dispositivo de comunicação protegido por expressa restrição de acesso” que só poderia ser usado “mediante violação de segurança”. O jovem executivo lustroso ali pela Paulista com seu iPhone, mostrando-o alegre que só para a mocinha sua última paquera? Três anos de cadeia.

O mundo digital, por essência, é de uso genérico. Um mesmo computador pode funcionar como caixa 24 horas, terminal de acesso a email, processador de textos ou toca-discos digital para um DJ no comando da festa. A máquina é rigorosamente a mesma. O software faz com que tenha usos em todo distintos. A máquina que você comprou, um “sistema informatizado” ou “dispositivo de comunicação”, é sua ou de quem a vendeu?

O que esta lei faz é determinar que o uso final da máquina seja dado pelo fabricante. Se ele puser um “dispositivo de segurança” e você usá-la de forma não prevista, cadeia e multa. O resultado, evidentemente, é que esta lei coíbe inovação. Vai mais: ela não apenas dá poderes que a legislação de outros países do mundo não dão aos fabricantes como escreve regras sobre aparelhos que sequer foram inventados. É, portanto, uma lei que afasta quem desenvolve tecnologia do Brasil. Se, ao remexer num aparelho de GPS para desenvolver um uso inovador você corre o risco de ir em cana, é melhor fazê-lo na Argentina.

O senador Azeredo, relator do projeto, argumenta que ele faz com que o Brasil tenha leis compatíveis com a Convenção de Budapeste para Cibercrimes. Não é verdade: seu projeto é muito mais rigoroso. De acordo com a Convenção, o acesso ao “sistema informatizado” só é crime se intencional. Na versão tupinambá, é crime e ponto. A Convenção não trata de “dispositivos de comunicação”, isso é invenção de Azeredo.

O Brasil não é signatário da Convenção de Budapeste, não tem qualquer obrigação. Quase ninguém a assinou. Os EUA só o fizeram depois de várias salvaguardas, dizendo que não a aplicariam em vários pontos pois consideram que a Convenção viola o direito à livre expressão, sacralizado por sua Constituição.
Nem todo advogado da área com quem conversei é contra a lei. Renato Opice Blum, por exemplo, argumenta que leis nunca são perfeitas e, afinal, precisávamos de uma para cibercrimes. É verdade. Agora, o projeto será votado na Câmara e seguirá para sanção presidencial. Um veto nos artigos 285-A e 285-B basta para deixá-la muito melhor.

*pedro.doria@grupoestado.com.br

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Educação: SP distribui livros com o termo "encino" - Terra - Educação

Educação: SP distribui livros com o termo "encino" - Terra - Educação

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo distribuiu livros com um erro de português, a palavra "encino", a professores da rede estadual de escolas públicas. O material com o erro é utilizado para orientar os professores de inglês que dão aulas à 8ª série.

Segundo a assessoria de comunicação do órgão, o erro é de digitação. Nessa mesma apostila, a palavra 'ensino' foi escrita outras quatro vezes, da forma correta. Em outros 75 guias, o termo está grafado corretamente mais de 300 vezes.

O material não será recolhido para correção porque ele não chega às mãos dos alunos, de acordo com a Secretaria. As apostilas são materiais bimestrais editados pela Secretaria. Outros erros já foram apontados por professores e corrigidos pelo órgão neste ano.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Grupo é preso por roubar pênis com magia negra

Quando a gente acha que já viu de tudo, aparece mais uma. As pessoas são, realmente, uma caixinha de surpresas...

Mundo

Quarta, 23 de abril de 2008, 11h07 Atualizada às 11h26

Grupo é preso por roubar pênis com magia negra

Treze suspeitos de feitiçaria foram presos na República Democrática do Congo sob a acusação de usar magia negra para roubar órgãos genitais masculinos em Kinshasa, capital do país africano. Segundo informações da agência Reuters, a prisão aconteceu depois que a população tentou linchar o grupo nas ruas da cidade.
Roubos de pênis não são incomuns no oeste da África, onde a crença em religiões tradicionais e em magia negra ainda é freqüente. E o uso de sangue e de partes do corpo humano geralmente faz parte desses rituais. Em Kinshasa, onde moram oito milhões de pessoas, os rumores de roubo de pênis começaram na semana passada.
Rapidamente as emissoras de rádio espalharam a notícia. Ouvintes avisavam para que as pessoas tomassem cuidados com passageiros usando anéis de ouro em táxis coletivos, meio de transporte comum na cidade. Supostas vítimas disseram à polícia que os feiticeiros simplesmente os tocavam, fazendo o pênis desaparecer ou se contrair.
Em alguns casos, segundo as testemunhas, houve tentativas de extorsão com a promessa de cura. A polícia revolveu prender os acusados e também algumas das vítimas em um esforço de evitar um derramamento de sangue similar ao acontecido há uma década, quando 12 suspeitos de roubar genitálias foram espancados até a morte.
Redação Terra

segunda-feira, 3 de março de 2008

Cadela adota filhote de jaguatirica

Não é a primeira vez que se ouve falar em adoção entre animais, inclusive de espécies diferentes, mas é sempre bom quando sua generosidade é notícia. ..





SP: cadela adota filhote de jaguatirica no interior

Chico Siqueira Direto de Lucélia

Uma cadela adotou um filhote de jaguatirica, encontrado na última quinta-feira, no canavial da fazenda Aroeira do Salto, no município de Lucélia, 586 km de São Paulo.
A cadela de um ano, chamada de Holly, adotou o pequeno animal e passou a amamentá-lo com o leite que deveria ir para sua primeira cria, três filhotes nascidos mortos há 15 dias.
Não demorou para Holly se aproximar do filhote. "Foi amor à primeira vista. Acho que ela substituiu os cãezinhos nascidos mortos", conta Benta Alves de Souza, 42 anos, mulher do encarregado da fazenda. Ela passou a chamar a jaguatirica de Nina, apelido que mudou para Nino, depois que descobriu ser um macho.
"Já no primeiro dia, Nino passou a mamar na Holly", conta Benta. "Essa oncinha é tudo na vida dela. Agora ela está mais alegre, mais calma e brincalhona", emenda o marido Arnaldo de Souza, 38 anos, que encontrou o exemplar. Não é para menos, Holy fecha os olhos enquanto Nino mama em suas tetas e luta para ficar agarrado à barriga da cadela. Vez ou outra, Holly lambe Nino que, depois de mamar, se deita debaixo do pescoço da cadela, que volta a adormecer.
"Eu estava levando óleo para a colheitadeira e quando percebi, de cima do trator, esse bichinho estava ali, no pé do canavial", contou Arnaldo. "Fiquei com medo; primeiro olhei se a mãe não estava por perto, depois o peguei e o trouxe para casa. Afinal, se eu o deixasse ali, certamente ele iria morrer".
Mas Holly está ficando sem leite, por isso, Benta decidiu amamentar a oncinha com leite de vaca. "É só um suplemento", ela avisa. Mas nem mesmo assim, Holly dá sossego. Enquanto Benta dá de mamar para Nino, a cadela fica ao lado; observa e tenta lamber o filhote adotado.
Segundo Arnaldo, o casal deverá fazer um contato nesta terça-feira com um zoológico ou Polícia Ambiental para entregar o filhote de Jaguatirica, mas, preocupado com a possível volta da solidão de Holly, encomendou dois filhotes de cachorrinhos para quando Nino for embora. "Vai amenizar a tristeza dela", contam Benta e Arnaldo.
"Acho que esse filhote ficou porque a mãe devia estar para parir e não teve tempo. Deve ter levado alguns filhotes e este se perdeu, ou a mãe não teve tempo de vir buscá-lo", disse. "Até pensei em deixá-lo lá por algum tempo, lá no canavial, e me esconder, mas tive medo dele não agüentar e morrer".
O casal mora na fazenda há cinco anos e nunca viu nenhuma onça, mas Arnaldo diz ser comum encontrar rastros de felinos. "Eles não atacam as criações porque há muitas capivaras, porcos do mato, catetos e Javalis por aqui", conta.
A fazenda onde o filhote foi encontrado fica próxima às matas ciliares do rio Aguapeí e ao parque estadual do mesmo nome, no extremo Noroeste de São Paulo. Criado em 1998, o parque é uma reserva de florestas de transição de Cerrado e Mata Atlântica e possui vegetação semelhante ao do Pantanal mato-grossense, sendo chamado por isso de Pantanal Paulista.
A região, que é um dos últimos habitats de diversas espécies de animais no interior de São Paulo, como onças pintadas, é também é o único habitat no estado onde o cervo do pantanal, que está em extinção, vive à solta. Mas a expansão das plantações de cana e das criações de gado ameaça o santuário, que também enfrenta os ataques dos caçadores e dos traficantes de animais silvestres.
Redação Terra