domingo, 10 de agosto de 2008

PCs são novo alvo para diminuir consumo de energia - Terra - Eletrônicos

Em seu esforço por se tornar mais ecológico, o setor de tecnologia até o momento vem se concentrando primordialmente em grandes alvos, como as maiores empresas e especialmente os centros de processamento de dados, que servem como salas de máquinas à economia estruturada pela Internet e consomem energia de maneira intensiva.

O próximo passo da campanha envolverá as centenas de milhões de computadores pessoais, portáteis ou de mesa, que estão espalhados pelos domicílios de todo o mundo.

A Microsoft, a organização sem fins lucrativos Climate Savers Computing Initiative e uma empresa iniciante chamada Verdiem estão se unindo para destacar as oportunidades de economizar energia em computadores pessoais, e distribuindo uma ferramenta de software gratuita para ajudar os consumidores a fazê-lo.

A economia potencial em termos de dólares e de redução na poluição é imensa, dizem os analistas, se levarmos em conta o total de um bilhão de computadores pessoais em uso no planeta. O grupo de pesquisa Gartner estima que 40% das emissões de dióxido de carbono resultantes da tecnologia da informação e da telecomunicação estejam relacionadas aos computadores pessoais. Os computadores instalados em centros de processamento de dados respondem por 23%, e impressoras e equipamento de telecomunicações respondem pelo restante.

"Caso você deseje enfrentar as alterações climáticas e conter o uso de energia, terá de lidar com equipamentos como os computadores pessoais", disse Andrew Fanara, especialista em desenvolvimento de produtos que trabalha no programa Energy Star da Agência de Proteção Ambiental (EPA), que promove práticas e produtos mais eficientes em termos ecológicos.

Por mais de uma década, o programa federal Energy Star vem desenvolvendo padrões de adesão voluntária quanto à redução no consumo de energia dos computadores pessoais, e fornecedores como Intel e Microsoft vêm melhorando constantemente a eficiência energética de seus chips e software. Mas Fanara estimou que menos de metade dos computadores pessoais atendam a esses padrões, em parte porque hardware de maior eficiência energética tende a elevar ligeiramente os custos de produção. "Existem um potencial imenso de redução potencial de consumo, para além do que o Energy Star poderia fazer", ele disse.

O software gratuito, chamado Edison, é uma versão ao consumidor do software de economia de energia vendido a clientes empresariais pela Verdiem, uma empresa financiada pela Kleiner Perkins Caufield & Byers, uma importante empresa de capital para empreendimentos e investidora agressiva em tecnologias ecológicas, bem como por outros grupos de capital para empreendimentos.

A Verdiem, sediada em Seattle, tem 180 clientes empresariais e governamentais, entre os quais a Hewlett-Packard, que inclui o Surveyor, um software da Verdiem, nos computadores que vende a empresas. Ainda que ele não tenha revelado os números de vendas, o presidente-executivo da empresa, Kevin Klustner, diz que a receita deve triplicar este ano.

Existem outras ferramentas gratuitas para o cálculo e administração do consumo de energia dos consumidores pessoais, incluindo o EZ Wizard, da EPA, o CO2 Saver e um sistema de economia de energia desenvolvido pelo Google. Mas o Edison oferece mais flexibilidade ao consumidor, especialmente ao permitir que ele adote padrões tão severos ou tão flexíveis quando deseje, dizem os analistas.

Caso o usuário programe o software de maneira a colocar a máquina em "sono profundo" depois de poucos minutos sem uso, os discos rígidos são desativados, e o computador passa a consumidor 5% da energia que utiliza normalmente.

Essa forma de dieta de energia está longe de ser prática padrão em residências e escritórios. Metade da eletricidade consumida por um computador comum é desperdiçada, de acordo com estudos setoriais e ambientais.

As contas de energia domésticas poderiam ser reduzidas em entre US$ 20 e US$ 95 ao ano, a depender dos custos locais de energia e do tipo de computadores em uso, diz Klustner. "O que estamos tentando é gerar mais visibilidade quanto ao problema do consumo de energia pelos computadores de mesa, e realmente levar os sistemas de administração de energia às massas", ele disse.

A Climate Savers, uma organização que abarca diversas empresas e grupos ambientais, estabeleceu como meta reduzir as emissões de dióxido de carbono relacionadas a computadores em 54 milhões de toneladas até 2010. Isso é o equivalente à poluição anual gerada por 11 milhões de automóveis. O objetivo engloba tanto os computadores de centros de processamento de dados quanto os domésticos, e cerca de metade desses computadores são utilizados pelos consumidores comuns.

"Essa espécie de recurso de economia de energia oferecido diretamente ao consumidor é um ingrediente essencial no avanço em direção a esse objetivo", disse Rob Bernard, vice-presidente de desenvolvimento ambiental estratégico da Microsoft.

As empresas dizem que o software Edison deve estar disponível para download a partir desta semana nos sites da Verdiem (verdiem.com), Microsoft (microsoft.com/environment) e Climate Savers (climatesaverscomputing.org).

Tradução: Paulo Migliacci ME


The New York Times

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Link - Sua vida digital

Link - Sua vida digital

14/07/2008
Cadeia para quem usa iPhone no Brasil?
ArtEstado
Lei, polêmica e internet

PEDRO DÓRIA

Anda a galopes a petição online contra o projeto de lei do senador tucano Eduardo Azeredo, aprovado na última quarta-feira no Senado. Já juntou uma penca de assinaturas e segue semana afora para reunir mais umas dezenas de milhares.

O projeto trata de pôr em lei quais os crimes digitais. É o tipo da lei ampla que o Brasil precisa. Ele sai incluindo novos capítulos no Código Penal, no Código Penal Militar, modifica outras leis. O texto aprovado é muito melhor do que aquele proposto inicialmente. Ainda assim, tem pelo menos um problema sério que salta aos olhos.

“Acessar, mediante violação de segurança, rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, protegidos por expressa restrição de acesso” passa a ser crime. Dá pena de um a três anos de cadeia e multa. Ao ler isto, logo vem à mente a imagem de um hacker tentando driblar a segurança do banco da esquina para coletar uma fortuna.

Bem, há um problema aí. O que o hacker que desviava dinheiro de um banco pela internet faz já é crime. Roubo é roubo, não importa o método. Outras coisas, no entanto, passaram a ser crime. Exemplo simples: todos os que andam com iPhones por aí seriam criminosos conforme a nova lei.

O iPhone de primeira geração, da Apple, vem bloqueado de fábrica para ser usado apenas em uma operadora. Como não era vendido no Brasil, não havia a obrigatoriedade de que aparelhos desbloqueados também estivessem à venda. Era um “dispositivo de comunicação protegido por expressa restrição de acesso” que só poderia ser usado “mediante violação de segurança”. O jovem executivo lustroso ali pela Paulista com seu iPhone, mostrando-o alegre que só para a mocinha sua última paquera? Três anos de cadeia.

O mundo digital, por essência, é de uso genérico. Um mesmo computador pode funcionar como caixa 24 horas, terminal de acesso a email, processador de textos ou toca-discos digital para um DJ no comando da festa. A máquina é rigorosamente a mesma. O software faz com que tenha usos em todo distintos. A máquina que você comprou, um “sistema informatizado” ou “dispositivo de comunicação”, é sua ou de quem a vendeu?

O que esta lei faz é determinar que o uso final da máquina seja dado pelo fabricante. Se ele puser um “dispositivo de segurança” e você usá-la de forma não prevista, cadeia e multa. O resultado, evidentemente, é que esta lei coíbe inovação. Vai mais: ela não apenas dá poderes que a legislação de outros países do mundo não dão aos fabricantes como escreve regras sobre aparelhos que sequer foram inventados. É, portanto, uma lei que afasta quem desenvolve tecnologia do Brasil. Se, ao remexer num aparelho de GPS para desenvolver um uso inovador você corre o risco de ir em cana, é melhor fazê-lo na Argentina.

O senador Azeredo, relator do projeto, argumenta que ele faz com que o Brasil tenha leis compatíveis com a Convenção de Budapeste para Cibercrimes. Não é verdade: seu projeto é muito mais rigoroso. De acordo com a Convenção, o acesso ao “sistema informatizado” só é crime se intencional. Na versão tupinambá, é crime e ponto. A Convenção não trata de “dispositivos de comunicação”, isso é invenção de Azeredo.

O Brasil não é signatário da Convenção de Budapeste, não tem qualquer obrigação. Quase ninguém a assinou. Os EUA só o fizeram depois de várias salvaguardas, dizendo que não a aplicariam em vários pontos pois consideram que a Convenção viola o direito à livre expressão, sacralizado por sua Constituição.
Nem todo advogado da área com quem conversei é contra a lei. Renato Opice Blum, por exemplo, argumenta que leis nunca são perfeitas e, afinal, precisávamos de uma para cibercrimes. É verdade. Agora, o projeto será votado na Câmara e seguirá para sanção presidencial. Um veto nos artigos 285-A e 285-B basta para deixá-la muito melhor.

*pedro.doria@grupoestado.com.br

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Educação: SP distribui livros com o termo "encino" - Terra - Educação

Educação: SP distribui livros com o termo "encino" - Terra - Educação

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo distribuiu livros com um erro de português, a palavra "encino", a professores da rede estadual de escolas públicas. O material com o erro é utilizado para orientar os professores de inglês que dão aulas à 8ª série.

Segundo a assessoria de comunicação do órgão, o erro é de digitação. Nessa mesma apostila, a palavra 'ensino' foi escrita outras quatro vezes, da forma correta. Em outros 75 guias, o termo está grafado corretamente mais de 300 vezes.

O material não será recolhido para correção porque ele não chega às mãos dos alunos, de acordo com a Secretaria. As apostilas são materiais bimestrais editados pela Secretaria. Outros erros já foram apontados por professores e corrigidos pelo órgão neste ano.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Totalmente tosco


Fico imaginando como alguém pode ser tão tosco a ponto de tatuar uma coisa dessas na barriga. Poderia estar no "Pérolas do Orkut", mas acabei encontrando mesmo, por acaso, no álbum de uma pessoa que, felizmente, não conheço...




segunda-feira, 2 de junho de 2008

Um dia de sangue


Iniciativa do Fabio (http://vista-se.com.br/site/).
Muitas pessoas se recusam a fazer a conexão entre o animal que foi morto e a carne em seus pratos. Existe um trajeto extremamente cruel entre a "produção" (????) e o abate, simplesmente para satisfazer o paladar humano. É perfeitamente possível (e mais simples do que se possa imaginar) deixar de consumir alimentos e derivados do sofrimento animal. É hora de parar com esse insano derramamento de sangue.
Existem muitos sites e informações disponíveis para quem quiser parar de se alimentar de morte e sofrimento. Um bom começo é o http://sejavegetariano.com.br . Lá é possível ter informações básicas sobre vegetarianismo, além de links para outros sites.

sábado, 31 de maio de 2008

free running

Wish I could... me senti um saco de batatas!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Barbara - Ma Plus Belle Histoire d'Amour

Uma única câmera, que se limita a fechar o plano em close-up, é suficiente para mostrar toda a sutileza e expressividade de Barbara. Isso sem falar na voz, belíssima, e canção idem.

Ma plus belle histoire d'amour

Paroles et Musique: Barbara 1966
© Warner Chappell Music France


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Du plus loin, que me revienne,
L'ombre de mes amours anciennes,
Du plus loin, du premier rendez-vous,
Du temps des premières peines,
Lors, j'avais quinze ans, à peine,
Cœur tout blanc, et griffes aux genoux,
Que ce furent, j'étais précoce,
De tendres amours de gosse,
Ou les morsures d'un amour fou,
Du plus loin qu'il m'en souvienne,
Si depuis, j'ai dit "je t'aime",
Ma plus belle histoire d'amour, c'est vous,

C'est vrai, je ne fus pas sage,
Et j'ai tourné bien des pages,
Sans les lire, blanches, et puis rien dessus,
C'est vrai, je ne fus pas sage,
Et mes guerriers de passage,
A peine vus, déjà disparus,
Mais à travers leur visage,
C'était déjà votre image,
C'était vous déjà et le cœur nu,
Je refaisais mes bagages,
Et poursuivais mon mirage,
Ma plus belle histoire d'amour, c'est vous,

Sur la longue route,
Qui menait vers vous,
Sur la longue route,
J'allais le cœur fou,
Le vent de décembre,
Me gelait au cou,
Qu'importait décembre,
Si c'était pour vous,

Elle fut longue la route,
Mais je l'ai faite, la route,
Celle-là, qui menait jusqu'à vous,
Et je ne suis pas parjure,
Si ce soir, je vous jure,
Que, pour vous, je l'eus faite à genoux,
Il en eut fallu bien d'autres,
Que quelques mauvais apôtres,
Que l'hiver ou la neige à mon cou,
Pour que je perde patience,
Et j'ai calmé ma violence,
Ma plus belle histoire d'amour, c'est vous,

Les temps d'hiver et d'automne,
De nuit, de jour, et personne,
Vous n'étiez jamais au rendez-vous,
Et de vous, perdant courage,
Soudain, me prenait la rage,
Mon Dieu, que j'avais besoin de vous,
Que le Diable vous emporte,
D'autres m'ont ouvert leur porte,
Heureuse, je m'en allais loin de vous,
Oui, je vous fus infidèle,
Mais vous revenais quand même,
Ma plus belle histoire d'amour, c'est vous,

J'ai pleuré mes larmes,
Mais qu'il me fut doux,
Oh, qu'il me fut doux,
Ce premier sourire de vous,
Et pour une larme,
Qui venait de vous,
J'ai pleuré d'amour,
Vous souvenez-vous ?

Ce fut, un soir, en septembre,
Vous étiez venus m'attendre,
Ici même, vous en souvenez-vous ?
A vous regarder sourire,
A vous aimer, sans rien dire,
C'est là que j'ai compris, tout à coup,
J'avais fini mon voyage,
Et j'ai posé mes bagages,
Vous étiez venus au rendez-vous,
Qu'importe ce qu'on peut en dire,
Je tenais à vous le dire,
Ce soir je vous remercie de vous,
Qu'importe ce qu'on peut en dire,
Je suis venue pour vous dire,
Ma plus belle histoire d'amour, c'est vous...